Portugal desperdiça quase nove piscinas olímpicas de água por hora
Portugal desperdiça quase nove piscinas olímpicas de água por hora. Em 2024, o país perdeu mais de 187,3 milhões de metros cúbicos (m³) de água tratada. A maior parte dessa
12/03/2026
Portugal desperdiça quase nove piscinas olímpicas de água por hora. Em 2024, o país perdeu mais de 187,3 milhões de metros cúbicos (m³) de água tratada. A maior parte dessa
O aumento da frequência de secas, resultado das alterações climáticas, coloca uma pressão adicional sobre os sistemas, reforçando a necessidade de investir tanto em soluções inovadoras como em estratégias de
Pelo sexto ano consecutivo, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra) mantêm-se abaixo dos 20% de água não faturada (perdas de água), mantendo um registo
Fugas, roturas, consumos não autorizados e erros de medição comercial estavam na origem destas perdas de água, que serão reduzidas para cerca de 18 % até 2029.
Joaquim Poças Martins, secretário-geral do Conselho Nacional da Água, afirmou esta sexta-feira que as entidades gestoras de abastecimento de água com perdas na ordem dos 40 a 50%, que considera
As intervenções, que agora se iniciam, têm uma duração prevista de 6 meses e visam setorizar a rede de distribuição de água, dividindo as atuais zonas de influência dos reservatórios
Por ocasião do Dia Mundial da Água, que se assinala a 22 de março, a Zero defendeu que o regime de tarifas deverá “assegurar a tendencial recuperação dos custos com

Portugal desperdiça quase nove piscinas olímpicas de água por hora. Em 2024, o país perdeu mais de 187,3 milhões de metros cúbicos (m³) de água tratada. A maior parte dessa água se perde no trajeto até as casas dos clientes, no serviço em baixa, que registra 166 milhões de m³ de perdas.

O aumento da frequência de secas, resultado das alterações climáticas, coloca uma pressão adicional sobre os sistemas, reforçando a necessidade de investir tanto em soluções inovadoras como em estratégias de mitigação e adaptação.

Pelo sexto ano consecutivo, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra) mantêm-se abaixo dos 20% de água não faturada (perdas de água), mantendo um registo dentro do valor de referência definido pela ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos) que ainda não é atingido por mais de 80% de entidades gestoras da área do abastecimento de água.

Fugas, roturas, consumos não autorizados e erros de medição comercial estavam na origem destas perdas de água, que serão reduzidas para cerca de 18 % até 2029.

Joaquim Poças Martins, secretário-geral do Conselho Nacional da Água, afirmou esta sexta-feira que as entidades gestoras de abastecimento de água com perdas na ordem dos 40 a 50%, que considera possível sintoma de má gestão, “não têm legitimidade” para subir tarifas.

As intervenções, que agora se iniciam, têm uma duração prevista de 6 meses e visam setorizar a rede de distribuição de água, dividindo as atuais zonas de influência dos reservatórios em Zonas de Medição de Controlo (ZMC’s) de menor extensão; reforçar a medição e a monitorização da rede de distribuição; melhorar o conhecimento sobre o seu funcionamento, de modo a identificar as zonas mais ineficientes, e reduzir as perdas reais na rede de abastecimento.

Por ocasião do Dia Mundial da Água, que se assinala a 22 de março, a Zero defendeu que o regime de tarifas deverá “assegurar a tendencial recuperação dos custos com a prestação dos serviços, em respeito pelo princípio do utilizador pagador”.