A Primus Ceramics está a dar um novo passo na sua estratégia energética com a implementação de soluções de armazenamento e gestão inteligente de energia, desenvolvidas em parceria com a Helexia.
Num setor altamente intensivo em energia, estas soluções permitem otimizar consumos. Além disso, aumentam a flexibilidade operacional. E reforçam a proteção face à volatilidade dos preços da energia. Assim, tornam-se fatores críticos para a competitividade industrial.
A colaboração entre a Helexia e a Primus Ceramics teve início em 2019, com a instalação de uma central fotovoltaica de 521 kWp, permitindo à empresa produzir energia renovável localmente e reduzir a dependência da rede elétrica. Este projeto criou as bases para uma estratégia mais abrangente, agora centrada na gestão ativa e na valorização da energia.
“Hoje, a competitividade industrial depende cada vez mais da capacidade de gerir energia de forma eficiente e flexível. As baterias não só permitem otimizar consumos, como criar oportunidades de valor através da sua participação nos mercados de energia”, afirma Luís Pinho, Country Director da Helexia Portugal.
A nova fase da parceria assenta na integração de soluções de armazenamento de energia (baterias), que permitem à Primus Ceramics introduzir flexibilidade no seu sistema energético.
Para além de otimizar o consumo interno e reduzir picos de potência. Além disso, estas soluções abrem a porta à participação em mecanismos de mercado.
Nomeadamente, por meio de estratégias de arbitragem energética e da prestação de serviços de sistema à rede elétrica. Dessa forma, contribuem para o equilíbrio entre produção e consumo.
Em simultâneo, permitem maximizar a utilização da energia proveniente de fontes renováveis, aumentando o autoconsumo e reduzindo a dependência da rede.
Em paralelo, está a ser implementado um sistema de gestão de energia nas unidades de Aradas e Taboeira. Além disso, a solução permite monitorizar, em tempo real, os consumos de eletricidade, água e ar comprimido. Dessa forma, é possível identificar ineficiências. E, consequentemente, otimizar os processos produtivos.
A combinação entre armazenamento e gestão inteligente permite transformar dados e flexibilidade em decisões operacionais concretas.
“Num setor como o nosso, fortemente exposto aos mercados internacionais, a energia é um fator crítico de competitividade. Estas soluções permitem-nos reduzir custos, ganhar maior controlo sobre a operação e explorar novas formas de otimização energética”, destaca Paulo Almeida, executivo da Primus Ceramics.
Num contexto de forte pressão sobre os custos energéticos e crescente concorrência internacional, a indústria cerâmica portuguesa tem vindo a acelerar a adoção de soluções que permitam maior controlo sobre o consumo e o custo da energia.
Com mais de 1.260 empresas e cerca de 1,5 mil milhões de euros de volume de negócios, o setor enfrenta o desafio de se manter competitivo num mercado global cada vez mais exigente.
Este projeto posiciona a Primus Ceramics como um exemplo da evolução da indústria para modelos energéticos mais avançados. Onde produção, armazenamento e gestão trabalham em conjunto para aumentar a eficiência e criar valor.
Fonte: Grupo vida econômica



