A Estratégia Água que Une soma cerca de mil milhões de euros. As obras já foram concluídas, estão em execução ou tiveram procedimento lançado. Esse resultado ocorre um ano após a apresentação do programa.
O Governo informou ontem, em Lisboa. A Estratégia Água que Une reúne cerca de 1.000 milhões de euros em obras concluídas, em execução ou com procedimento lançado. O balanço considera o período de um ano após a apresentação.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que o Governo celebra um ano desde a aprovação da Estratégia Nacional Água que Une. Ela destacou que a iniciativa não é apenas uma manifestação de intenções. A ministra acrescentou que as obras já concluídas ou em vias de conclusão somam cerca de 1.000 milhões de euros.
A ministra falava, em Lisboa, numa iniciativa organizada pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) para assinalar o primeiro ano da estratégia.
A confederação anunciou que em 09 de março de 2027 vai realizar um novo evento para continuar a acompanhar a execução da Água que Une.
A ministra lembrou que a estratégia assenta em três grandes eixos — Eficiência, Resiliência e Inteligência — e tem como fio condutor o uso racional da água.
Maria da Graça Carvalho afirmou que a estratégia é já «uma realidade no terreno», com impacto na melhoria da gestão sustentável e na qualidade de vida das pessoas.
Ainda assim, sublinhou que o objetivo do Governo passa por «avançar mais rapidamente e de forma mais coordenada», apesar de garantir estar satisfeita com o que está «a ser feito e cumprido».
A ministra indicou que o Algarve é a região com maior necessidade do ponto de vista da resiliência hídrica, seguindo-se o Alentejo.
Maria da Graça Carvalho destacou também o contributo da agricultura para a poupança de água, que representa cerca de 30% no Algarve.
Por outro lado, referiu progressos ao nível do armazenamento, como as obras para aumentar o volume morto da barragem de Odelouca.
No que se refere ao Alentejo, a ministra evidenciou projetos relevantes. Ela destacou o sistema de abastecimento de Santa Clara. O projeto contou com um investimento de 56 milhões de euros.
O projeto inclui a Estação de Tratamento de Água de São Teotónio. As autoridades já lançaram a obra. O plano também contempla a captação e a conduta entre Santa Clara e Odemira.
A ministra afirmou ainda que a barragem do Pisão tem enorme importância para o Alentejo. Ela ressaltou que o governo assegurou o projeto por meio da reprogramação do programa Sustentável 2030.
Estratégia «Água que Une» soma mil milhões de euros em obras
No resto do país estão em curso projetos como a nova barragem de Fragilde, na região Centro, o Empreendimento de Fins Múltiplos de Girabolhos e a barragem do Alvito.
«A Estratégia Água que Une é já uma realidade no terreno, com impactos na melhoria da gestão sustentável do recurso, mas também […] em diferentes setores de atividade, entre os quais o agrícola», insistiu.
Na mesma sessão, o presidente da Águas de Portugal (AdP), António Carmona Rodrigues, defendeu que o facto de ter chovido muito nos últimos dias não deve levar a esquecer o risco de seca.
«Estamos a viver um período de cheias e devemos pensar nas secas porque elas vêm aí. Pode ser para o ano ou daqui a dois anos, mas, ciclicamente, virão com mais intensidade e frequência», avisou.
Sobre a estratégia, Carmona Rodrigues disse «não estar pessimista», mas precisou que o otimismo também se faz «com muita perseverança e com a ajuda de todos».
Entre os principais desafios apontou a finalização do modelo económico e financeiro da empresa AdP Áqua, criada para gerir o financiamento da «Água que Une», bem como a simplificação de procedimentos e burocracias «na medida do possível».
A estratégia Água que Une reúne quase 300 medidas. O plano foca na gestão eficiente dos recursos hídricos. Algumas ações têm horizonte até 2050. O programa inclui a construção de novas barragens. Também prevê a redução de perdas nos diferentes sistemas. Além disso, propõe a interligação de bacias hidrográficas.
Fonte: Barlavento



