O município da Moita votou contra as contas da Simarsul, empresa de saneamento da Península de Setúbal. A decisão ocorreu como forma de protesto. Segundo a autarquia, persistem graves problemas ambientais que afetam o concelho.
Além disso, o Município da Moita alertou para a gravidade das descargas de águas residuais sem tratamento. Esse problema atinge, de forma generalizada, as estações elevatórias do concelho. Como consequência, há impactos negativos tanto para o meio ambiente quanto para a saúde pública.
A Simarsul tem como objetivo recolher, tratar e rejeitar efluentes domésticos e urbanos. Atualmente, a empresa atende cerca de 616 mil habitantes. Sua estrutura acionária inclui a AdP – Águas de Portugal, que detém 51% do capital social. Os municípios de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal dividem os 49% restantes.
Em comunicado, a Câmara Municipal da Moita explicou sua posição. Durante a Assembleia Geral Ordinária da empresa, realizada na sexta-feira, o presidente Carlos Albino votou contra o Relatório de Gestão e Contas de 2025. Com isso, ele reforçou a cobrança por soluções para as descargas no rio Tejo.
Durante a reunião, Carlos Albino também pressionou o presidente da Águas de Portugal, acionista maioritário. Ele exigiu a resolução definitiva das falhas. Além disso, defendeu que o sistema de saneamento da Península de Setúbal deixe de ser um passivo ambiental. Segundo ele, o sistema deve se tornar um exemplo de eficiência e respeito ao ecossistema do Tejo.
Municipio da Moita chumba contas da SIMARSUL e reivindica solução para descargas no Tejo
A autarquia destacou, ainda, a situação da Estação Elevatória de Alhos Vedros. Nesse sentido, apontou que o problema persiste há mais de uma década.
Segundo a Câmara Municipal da Moita, essa infraestrutura registra descargas sucessivas no rio Tejo. Trata-se de uma falha grave. Mesmo após diversos alertas da população e dos municípios, a Simarsul ainda não resolveu a situação.
Além disso, o município defendeu a revisão das prioridades de investimento da empresa. Para a autarquia, a empresa deve direcionar recursos para obras que solucionem os problemas já identificados.
Na visão da Moita, é essencial avançar do diagnóstico para a ação. Ou seja, não basta continuar realizando estudos. É necessário executar intervenções concretas. Essas ações devem garantir a eficiência do sistema de saneamento e a proteção das linhas de água.
Em relação às deliberações, o município votou a favor da aplicação dos saldos positivos de 2025. A proposta prevê o uso integral dos lucros em intervenções no terreno.
Por outro lado, o município votou contra a apreciação geral da administração e fiscalização. Com isso, demonstrou insatisfação com a falta de respostas aos problemas apontados.
Por fim, os demais municípios presentes compartilharam essa posição. Como resultado, todos reprovaram, por unanimidade, o Plano de Atividades e Orçamento para 2026.
Fonte: Executive Digest



