Fábrica transforma resíduos vegetais em plástico

Fábrica transforma resíduos vegetais em plástico

Uma nova iniciativa industrial voltada à substituição de plásticos convencionais avança na Europa com foco no aproveitamento de resíduos vegetais.

A proposta é transformar subprodutos da produção de cereais em um material biodegradável. Com aplicação em diferentes itens e potencial para reduzir impactos ambientais associados ao uso de derivados de petróleo.

A startup alemã Traceless Materials inaugurou nesta quarta-feira uma unidade industrial em Hamburgo, no norte da Alemanha, dedicada à produção de um material natural inovador a partir de resíduos vegetais gerados como subproduto do fabrico industrial de cereais. A tecnologia busca oferecer uma alternativa ao plástico, com propriedades semelhantes e possibilidade de uso em diversos produtos finais.

Fábrica transforma resíduos vegetais em plástico

Segundo informações da empresa citadas pela EFE, o processo, que tem patente pendente, permite extrair polímeros naturais e transformá-los em um granulado biodegradável.

A indústria pode processar esse material posteriormente. Além disso, ele pode substituir plásticos tradicionais em diferentes aplicações.

Além disso, a Traceless Materials afirma que sua tecnologia é mais ecológica do que métodos convencionais de fabricação de plásticos e bioplásticos.

Entre os fatores apontados estão o uso de matérias-primas e energia renováveis, a economia de água e a ausência de produtos químicos potencialmente poluentes durante o processo produtivo.

O projeto recebeu aproximadamente cinco milhões de euros em subsídios do Ministério Federal do Ambiente da Alemanha, por meio do Programa de Inovação Ambiental. O apoio público foi direcionado à implantação da nova unidade industrial e ao desenvolvimento da tecnologia.

Por fim, o ministro alemão do Ambiente, Carsten Schneider, destacou que biomateriais livres de petróleo, baseados em resíduos e totalmente biodegradáveis podem contribuir para enfrentar problemas ambientais ao mesmo tempo. Segundo ele, a solução pode substituir o plástico convencional, reduzir emissões de CO2 e poupar água.

Fonte: AgroLink


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