Os municípios de Almada e do Seixal vão assinar um acordo para o licenciamento de um furo de captação de água, visando a resolução a curto prazo do problema de abastecimento do concelho de Almada.
A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, fez o anúncio ontem (23 de Setembro).
Além disso, os dois concelhos do distrito de Setúbal deverão assinar o acordo no início de outubro.
Segundo a ministra, o furo, denominado CBR2, está localizado no concelho do Seixal. A maioria dos furos que abastecem Almada também está situada neste concelho.
Almada esteve em situação de alerta desde o início de julho até ao final de agosto. O período foi marcado por sucessivas falhas no abastecimento de água, com especial incidência na Costa da Caparica.
“É muito importante porque precisamos, de uma forma harmoniosa e de acordo com todos, licenciar o furo CBR2, o famoso furo que vai resolver, para já, em curto prazo, e que está localizado no Seixal”, disse Maria da Graça Carvalho.
A ministra falava durante a assinatura de um acordo entre Almada e a EPAL para estudar uma solução que reforce a resiliência e a segurança do sistema de abastecimento de água do concelho.
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Ademais, governante explicou que o acordo entre os dois concelhos é uma das soluções para o problema no abastecimento de água em Almada. É também a mais imediata. Além disso, ainda estão a ser estudadas duas outras medidas para o concelho. Uma delas está no âmbito do acordo hoje assinado com a EPAL.
Na sua intervenção, Maria da Graça Carvalho frisou que a água é um bem público que não conhece limites administrativos. A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, também já tinha referido essa ideia.
Sobre as outras estratégias para tornar Almada e toda a Península de Setúbal mais resilientes em matéria de abastecimento de água, a ministra explicou que a solução agora estudada com a EPAL será através da distribuição de superfície. A proposta prevê uma ligação entre Lisboa e Almada, através de condutas, a partir de uma zona junto à Ponte 25 de Abril.
Além desta solução, está em estudo outra alternativa. O projeto tem um prazo de quatro meses para apresentação.
Por fim, a proposta partirá da Barragem de Castelo de Bode e ficará a cargo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do Grupo ÁdP (Águas de Portugal).
Fonte: Rtp.PT
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