Dessalinizadora e captação de água no Pomarão vão implicar investimento de 305 milhões de euros

Dessalinizadora e captação de água no Pomarão vão implicar investimento de 305 milhões de euros

As obras da dessalinizadora em Albufeira e da captação de água no rio Guadiana, no Pomarão, vão exigir um investimento conjunto de cerca de 305 milhões de euros (ME). A informação foi revelada esta terça-feira pela nova presidente da Águas do Algarve.

Segundo Helena Lucas, o projeto de captação de água no Pomarão, no concelho de Mértola, distrito de Beja, pretende reforçar o abastecimento de água ao Algarve. Para isso, será criada uma ligação à barragem de Odeleite.

O projeto representa um investimento de 188,7 ME. Além disso, a Águas do Algarve já candidatou 172,9 ME ao programa Sustentável 2030, financiado pelo Fundo de Coesão.

Entretanto, a empresa encerrou o concurso para a empreitada de captação de água no Pomarão. Segundo Helena Lucas, a equipa avaliará sete propostas nos próximos meses.

Helena Lucas assumiu a presidência da Águas do Algarve em 2 de outubro. A responsável apresentou estas informações durante uma audição na comissão parlamentar de Ambiente e Energia, convocada a pedido do grupo parlamentar do PS para discutir os projetos hídricos da região.

Por sua vez, a Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve (EDAM), que já está em construção no concelho de Albufeira, distrito de Faro, terá um custo de 116,9 ME.

Para financiar esta infraestrutura, a Águas do Algarve apresentou uma candidatura de 110,3 ME ao programa Sustentável 2030. Por fim, Helena Lucas estima que a dessalinizadora entre em funcionamento no primeiro trimestre de 2029.

“Esperemos que continue a não haver atrasos, e que em 2029, que é a nossa janela de oportunidade para construir e colocar em serviço [estes equipamentos], possamos, de facto, estar descansados no que se refere à resiliência hídrica do Algarve”, sustentou a presidente da Águas do Algarve.

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Dessalinizadora e captação de água no Pomarão vão implicar investimento de 305 milhões de euros

A partir do Pomarão, será possível captar, em média, 16 hectómetros cúbicos de água por ano.

“Teremos sempre uma possibilidade de garantir uma segurança hídrica anual, que não tínhamos antes”, explicou.

Já a dessalinizadora prevê produzir, numa primeira fase, 16 hectómetros cúbicos de água por ano. Com isso, “podemos ir repondo os níveis para haver sempre disponibilidade para o abastecimento público”, acrescentou.

Segundo Helena Lucas, atualmente é necessário captar “cerca de 75 hectómetros cúbicos de água por ano” para garantir o abastecimento público no Algarve.

No final de setembro, a Agência Portuguesa do Ambiente revelou que a região algarvia iniciaria o novo ano hidrológico, em 1 de outubro, com 74% de armazenamento nas seis principais albufeiras. O volume total era de 328 milhões de metros cúbicos, mais 13 milhões do que há um ano.

Também ouvido nesta sexta-feira na comissão parlamentar de Ambiente e Energia, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve destacou os investimentos em eficiência hídrica. Os 16 municípios da região têm obras em curso no ciclo urbano da água, num montante estimado em 120 milhões de euros.

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O objetivo é reduzir as perdas de água dos atuais 20% para 15% até ao final da década.

José Apolinário revelou ainda que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) permitiu executar 106 milhões de euros em investimentos na água no Algarve. Os investimentos permitiram ampliar o conhecimento e a monitorização dos recursos hídricos, melhorar a eficiência do ciclo urbano da água, aprimorar o tratamento de águas residuais e aumentar a eficiência dos sistemas de rega agrícola.

Por sua vez, o presidente do Turismo do Algarve informou que cerca de 130 empreendimentos turísticos da região já aderiram ao selo “Save Water”. Esses estabelecimentos representam cerca de 30% da oferta regional de camas. A certificação, atribuída desde 2024, reconhece a adoção de medidas de poupança de água.

Segundo André Gomes, os empreendimentos reduziram o consumo anual de água em 12%. Além disso, registaram uma poupança média de cerca de 7.000 euros por empresa ao ano, o equivalente a “duas faturas mensais”.

O projeto de certificação hídrica “Save Water” será replicado noutras regiões do país, afirmou o responsável, com base em informações transmitidas pelo Turismo de Portugal.

Fonte: CM Jornal

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