Água para sul do Tejo pode passar por ponte 25 de Abril, refere ministra do Ambiente

Água para sul do Tejo pode passar por ponte 25 de Abril, refere ministra do Ambiente

A ponte 25 de Abril, em Lisboa, e outras futuras travessias do Tejo deverão servir para o transporte de água para a margem sul. A água virá da barragem de Castelo de Bode, afirmou esta terça-feira, 3 de novembro, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

A ministra falava na Assembleia da República, durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027). Na ocasião, considerou que se trata de “um grande projeto” de resiliência hídrica. O objetivo é reforçar o abastecimento de água à península de Setúbal e à margem sul do Tejo.

Anteriormente, o Governo tinha solicitado propostas de soluções para enfrentar a falta de água na margem sul, nomeadamente em Almada. Na segunda-feira, recebeu as propostas das empresas Epal e Águas de Portugal.

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Água para sul do Tejo pode passar por ponte 25 de Abril, refere ministra do Ambiente

Hoje, perante os deputados, a ministra explicou que o plano contempla três componentes, cada uma com financiamento e calendário definidos. A primeira prevê uma maior reutilização de água. A segunda envolve o aproveitamento de águas subterrâneas e superficiais. Por fim, a terceira componente prevê o uso da água da albufeira de Castelo de Bode.

“Vão utilizar uma ligação para fornecimento de Castelo de Bode usando dois cenários de infraestruturas já existentes, como a ponte 25 de Abril mas também futuras travessias do Tejo, para canalizar água da margem norte para margem sul do Tejo”, explicou.

Além de um milhão de pessoas em causa, a ministra recordou o novo aeroporto, que precisa de água, e o aumento previsível de população.

Na resposta a perguntas dos deputados Maria da Graça Carvalho referiu mais do que uma vez que há zonas do norte o país que já estão com problemas de falta de água, e que o Governo está a estudar alternativas.

Sobre os resíduos, a ministra garantiu de novo que não seriam construídos novos aterros mas sim o aumento da capacidade de alguns para dar tempo para que outras alternativas sejam construídas.

Fonte: Jornal Econômico

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