Águas do Ribatejo prevê investir 18 milhões de euros em 2027

A Águas do Ribatejo prevê investir cerca de 18 milhões de euros em 2027. O objetivo é reabilitar e reforçar as redes de abastecimento de água e saneamento dos municípios servidos pela empresa, segundo o presidente da entidade.

Em declarações à agência Lusa, Miguel Carrinho explicou que o plano inclui a reabilitação de reservatórios e estações elevatórias. Também prevê a substituição de troços das redes de água e saneamento, a construção de novas captações e a ampliação da cobertura dos serviços a zonas ainda não servidas.

Entre as intervenções previstas está o reforço e a ampliação do sistema de abastecimento de Benavente, Samora Correia e Vale Tripeiro. O sistema serve grande parte do concelho de Benavente. Com as obras, a capacidade de tratamento e reserva deverá duplicar.

Segundo o responsável, a intervenção pretende responder ao surgimento de novos projetos habitacionais e de atividade económica na região. Consequentemente, será necessário aumentar a capacidade de abastecimento de água.

Além disso, a empresa pretende “aumentar a capacidade de reserva dos sistemas e construir novas captações”. A prioridade será dada aos locais que ainda dependem de uma única origem de água ou cujas captações existentes se aproximam do fim da vida útil.

O responsável alertou que alguns sistemas dependem de uma única captação. Assim, uma avaria ou outro problema pode provocar “um constrangimento grande ao abastecimento”.

No saneamento, estão previstas obras para melhorar o desempenho das redes perante fenómenos meteorológicos extremos. Paralelamente, a empresa planeia investimentos para cumprir as novas exigências europeias relativas ao tratamento de águas residuais urbanas.

Por fim, Miguel Carrinho destacou que muitas destas obras são pouco visíveis para os consumidores. Ainda assim, considerou-as fundamentais para “assegurar a continuidade e a qualidade do serviço”, sobretudo perante situações extremas cada vez mais frequentes.

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Águas do Ribatejo prevê investir 18 milhões de euros em 2027

Cerca de 40% do investimento previsto deverá ser assegurado por fundos comunitários, apoio que o presidente da Águas do Ribatejo classificou como “absolutamente decisivo” para territórios de menor densidade populacional.

“Muitos destes investimentos não têm retorno do ponto de vista financeiro”, afirmou, dando como exemplo as intervenções destinadas a aumentar a resiliência dos sistemas, que melhoram o serviço, mas não representam necessariamente mais clientes ou maiores volumes de água fornecida.

Desde o início da atividade, em 2009, a empresa já investiu entre 175 e 180 milhões de euros na melhoria dos serviços e na modernização das infraestruturas, apoiando cerca de 80 mil clientes num território “muito vasto”.

“Se não tivesse este apoio dos fundos comunitários, não teria sido possível realizar todo este investimento”, sustentou, defendendo que o acesso a serviços essenciais como a água também contribui para a coesão territorial e para a fixação da população fora dos grandes centros urbanos.

Para 2027, está igualmente prevista uma atualização tarifária de 2,5%. A medida ainda depende do parecer da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR). O valor fica abaixo da inflação estimada.

Segundo Miguel Carrinho, as tarifas da empresa continuarão abaixo da média nacional. Além disso, permitirão suportar a atividade e manter a capacidade de investimento, “sem representar uma pressão excessiva sobre os orçamentos familiares”.

Quanto à redução da água não faturada, que inclui perdas nas redes e consumos não autorizados, a Águas do Ribatejo pretende baixar o índice dos 29,5% registados em 2025 para cerca de 26% a 26,5% até ao final de 2027.

A empresa gere aproximadamente 2.300 quilómetros de condutas de abastecimento numa área dispersa, uma característica que dificulta a deteção de fugas, explicou.

Além da substituição de condutas e da instalação de equipamentos de monitorização, estão a ser introduzidos contadores inteligentes e reforçadas as equipas que percorrem as redes para identificar fugas que não chegam à superfície.

“Não pode haver uns que cumprem e outros que não cumprem”, afirmou Miguel Carrinho, considerando que estes consumos penalizam a generalidade dos utilizadores que paga pelo serviço.

A Águas do Ribatejo é uma empresa intermunicipal detida pelos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas, responsável pela gestão dos sistemas de abastecimento público de água e de saneamento de águas residuais nestes concelhos.

Fonte: Correio de Ribatejo

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