A construção da dessalinizadora do Algarve, em Albufeira, está a avançar com várias frentes de trabalho, em terra e no mar, sendo que a fase principal decorre até 2028.
Após uma fase inicial “particularmente exigente”, devido aos “procedimentos de projeto, avaliação ambiental, licenciamento e demais autorizações prévias”, a empreitada encontra-se atualmente “numa fase de execução material mais expressiva”. Uma fonte da Águas do Algarve divulgou a informação à agência Lusa.
Estão a decorrer trabalhos em todas as infraestruturas terrestres. Desde o início de setembro, as atividades também avançam no mar.
A seguir à fase principal de construção e comissionamento, que decorre até ao início de 2028, estão previstas as fases de pré-arranque e de arranque da instalação. Durante esse período, as equipas verificarão o desempenho do sistema e o cumprimento das garantias contratuais.
A Águas do Algarve sublinhou que já estão executados trabalhos associados aos edifícios que vão fazer parte da estrutura. Entre eles, estão as condutas em terra para adução de água bruta e para descarga de salmoura. Também foi concluída a sinalização da frente marítima.
Agora, a empreitada vai prosseguir com a construção dos edifícios que compõem o recinto da Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve (EDAM). As equipas também construirão as condutas de ligação, a câmara de desgasificação e a estação elevatória.
LEIA TAMBÉM: Navigator: Empresa reduz 300 mil toneladas de CO₂ nas quatro unidades
Fase principal da dessalinizadora do Algarve decorre até 2028
Além disso, as equipes realizarão dragagens associadas à instalação da conduta de descarga de salmoura no mar.
“Estas intervenções decorrem em paralelo, de acordo com a sequência construtiva e com a programação atualizada da empreitada”, frisou a Águas do Algarve.
Apesar de a obra apresentar “elevada complexidade técnica”, a Águas do Algarve não registou, até ao momento, “atrasos significativos” no cronograma. Isso ocorre mesmo com os “condicionamentos de natureza administrativa, ambiental e judicial”, que determinaram períodos de suspensão e ajustamentos à programação.
Por fim, em causa está um investimento de mais de 50 milhões de euros. Inicialmente, o projeto seria financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
No entanto, o financiamento foi reprogramado para “compatibilizar o calendário de execução do projeto com os prazos dos diferentes instrumentos de financiamento”. Com isso, a obra passou a ser executada ao abrigo dos programas Portugal 2030 e Sustentável 2030.
Fonte: Jornal do Algarve
LEIA TAMBÉM: Câmara de Almada vai assinar acordo com Seixal para resolver problema no abastecimento de água



