Mais de metade dos reservatórios de água têm níveis abaixo do normal

Mais de metade dos reservatórios de água têm níveis abaixo do normal

Mais de metade dos doze reservatórios de água que abastecem o concelho de Almada ainda apresentam níveis abaixo do normal, revela um quadro disponibilizado hoje `on-line` pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).

A informação mapeada, já disponível, revela que apenas um dos doze reservatórios apresenta nível “excelente”, com reservas de água correspondentes a 87% da capacidade total.

Além disso, quatro reservatórios estão classificados como “bom”, com níveis entre 61% e 68%. Outros três encontram-se “sob vigilância”, com reservas entre 36% e 58%. Por fim, quatro reservatórios estão em situação de “alerta”, com níveis que variam de 5,6% a 15,8%.

A Agência Lusa tentou apurar, junto da Câmara Municipal e dos SMAS, quais as zonas e freguesias abrangidas por cada um dos reservatórios. No entanto, não foi possível obter essa informação em tempo oportuno.

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Mais de metade dos reservatórios de água têm níveis abaixo do normal

Desde o início do mês, têm sido relatadas sucessivas falhas no abastecimento de água no concelho de Almada. A situação tem afetado, sobretudo, a Costa da Caparica. Diante desse cenário, a Câmara Municipal decretou situação de alerta.

Entre as medidas anunciadas pela autarquia do distrito de Setúbal, está o corte total do abastecimento de água em determinadas zonas do concelho, das 22h00 às 06h00 do dia seguinte. Além disso, ficam proibidas todas as utilizações de água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais.

Para minimizar os impactos da falta de água, especialmente na Costa da Caparica, a Câmara de Almada reforçou o abastecimento ao município com dois novos furos. Com isso, passaram a ser injetados na rede pública mais 120 metros cúbicos de água por hora.

No dia 8 de julho, cerca de 1.500 pessoas participaram de um protesto contra a falta de água na Costa da Caparica. Durante a manifestação, os participantes exigiram soluções para o problema e pediram a demissão da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros.

Fonte: Rtp.PT

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