Braga Construção da ETAR do Este finalmente desbloqueada

Braga: Construção da ETAR do Este finalmente desbloqueada

As obras de construção, pela empresa municipal AGERE, de Braga, do Emissário e da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) do Este, podem arrancar ainda em 2026, devido à publicação recente, em Diário da República (DR), de quatro declarações de utilidade pública, emitidas pelo Governo, através do Ministério da Economia e da Coesão Territorial.

Assim, está finalmente desbloqueado o processo de arranque da construção da nova ETAR em Braga.

As referidas declarações – que O MINHO consultou no DR – abrangem desde a expropriação de terrenos até à constituição de servidões administrativas e a ocupação temporária de áreas adjacentes, necessárias para a construção do Emissário e da ETAR.

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AGERE congratula-se com a decisão

Contactado, a propósito por O MINHO, o presidente do Conselho de Administração da AGERE, João Granja, congratulou-se com a decisão do Governo, mas deixou claro que:

“As negociações com os privados, relativas aos terrenos da ETAR, prosseguem, até porque as necessidades da AGERE para a futura ETAR do Este são mais amplas do que as que resultam das declarações de utilidade pública”.

E acrescentou:

“No entanto, esta decisão é estratégica e vital porque permite o arranque da obra até final de 2026, sem que o processo fique refém das negociações em curso com os privados que se arrastam há quase uma década”.

Ademais, o gestor municipal sublinhou ainda que:

“A construção da nova ETAR é um imperativo de segurança e saúde pública que visa reforçar a rede de ETAR existente e, de forma particular, reduzir caudal à ETAR de Frossos e preparar a estrutura para as futuras exigências decorrentes do crescimento da cidade e do concelho”.

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Estrutura de drenagem e tratamento de águas residuais de Braga

A estrutura global de drenagem e tratamento de águas residuais do Município de Braga é constituída por 15 sistemas. Com cerca de 1.050 km de rede. 40 estações elevatórias. E 16 estações de tratamento. Que permitem o acesso ao serviço de saneamento básico aos habitantes que residem no Município. Bem como a instituições diversas e ao tecido empresarial.

O sistema de maior dimensão e complexidade é designado por “Cidade”. Que integra 467 km de rede. 12 estações elevatórias. E a ETAR de Frossos.

A ETAR de Frossos é responsável pelo tratamento de 70% da totalidade de efluentes produzidos no concelho. Incluindo as zonas que registaram maior crescimento populacional e industrial nas últimas décadas.

Além disso, a estratégia da AGERE consiste, no essencial, em construir uma nova estrutura de tratamento de águas residuais. Que permita dividir o sistema em duas grandes bacias que se complementam. Aumentando a capacidade do sistema. Reduzindo o risco operacional.

Por fim, antecipando necessidades decorrentes do previsível crescimento da cidade e das alterações climáticas.

Fonte: O Minho

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