O Primeiro-Ministro Luís Montenegro defendeu ontem a manutenção de um mercado de carbono robusto na União Europeia. E alertou para os riscos de enfraquecer este instrumento central da política climática europeia. Numa carta aberta dirigida ao Presidente do Conselho Europeu.
O texto, subscrito pelos primeiros-ministros da Dinamarca, Espanha, Finlândia e Suécia, ressalva que qualquer tentativa de enfraquecer, suspender ou limitar o regime de comércio de emissões da UE comprometeria a confiança dos investidores, prejudicaria os pioneiros das energias renováveis e atrasaria a transformação das economias europeias.
A carta destaca, ainda, que um preço do carbono consistente é essencial para a transformação industrial da Europa. Embora o setor têxtil e vestuário não esteja entre os mais diretamente abrangidos. O preço do carbono influencia os custos energéticos. E incentiva a eletrificação e a inovação industrial.
Fatores particularmente relevantes para atividades intensivas em energia, como a fiação, a tecelagem, a tinturaria e os acabamentos.
Num contexto em que as marcas internacionais valorizam cada vez mais cadeias de valor descarbonizadas, a manutenção de um mercado de carbono previsível pode reforçar a pressão sobre a indústria para avançar na transição energética e criar oportunidades de valorização para a produção europeia.
Fonte: Jornal T



