World Energy Issues Monitor 2026

World Energy Issues Monitor 2026

Intitulado “Practicing the World Energy Trilemma: Energy Transitions in 2026“, o relatório conclui que a geopolítica, e não a economia, é atualmente o principal motor da transição energética.

Levanta, assim, uma questão central para os líderes do sector: como irá evoluir o sistema energético mundial — e será que manterá a estabilidade?

O inquérito baseia-se nas perspetivas de quase 3000 líderes do sector da energia, em mais de 100 países, recolhidos entre 24 de novembro de 2025 e 12 de janeiro de 2026:

  • Os resultados mostram que, mesmo antes do início do conflito em toda a região do Médio Oriente, a comunidade energética global já considerava as ameaças geopolíticas. E a incerteza como elementos centrais do panorama energético.

No inquérito deste ano, a perceção sobre a paz e riscos geopolíticos, comércio e segurança da cadeia de abastecimento aumentou 7,6 pontos percentuais, para 62,5%. Superando o crescimento de 4,1 pontos percentuais associado a riscos e incertezas económicas (60,7%).

O World Energy Issues Monitor 2026 evidencia, também, aumentos significativos da Confiança Pública nas Transições e na Preparação para Riscos do Sistema (+11% e +10% em relação a 2025, respetivamente).

Como resultado, o progresso das transições energéticas depende cada vez menos de novas garantias ou compromissos oficiais e passa a estar mais ligado à forma como as transições podem ser concretizadas na prática, mesmo num contexto de cooperação limitada e restrições significativas.

Angela Wilkinson, Secretária-Geral e CEO do World Energy Council, afirmou: «A energia é o sistema operativo da civilização. O World Energy Issues Monitor deste ano marca um ponto de viragem. A energia está sob pressão. A verdadeira questão já não é a velocidade, mas se o sistema mantém a estabilidade, à medida que as soluções de compromisso se intensificam. Nenhum país pode ultrapassar a situação sozinho. Estamos a transformar fragmentação em navegação conjunta. À medida que o mundo evolui do foco na capacidade de abastecimento para a gestão de sistemas em tempo real, revela soluções de compromisso mais complexas e instáveis entre segurança, acessibilidade e sustentabilidade. E, sem uma compreensão partilhada da acessibilidade, nada será escalável.»

Por seu turno, António Coutinho, Presidente da Associação Portuguesa da Energia, destaca:

«O papel cada vez mais importante da energia como vetor de pressão geopolítica, que pode, no entanto, funcionar como catalisador da transição energética na Europa, pela aceleração da adoção de fontes de energia renováveis e outras fontes de energia endógenas, privilegiando, também, a economia circular»

O World Energy Trilemma Framework é mais importante do que nunca como ferramenta de liderança para gerir as exigências concorrentes de segurança, sustentabilidade e acessibilidade. À medida que a volatilidade geopolítica redefine os caminhos de transição, os países estão a reequilibrar ativamente as suas prioridades no enquadramento do Trilema.

A paz global e os riscos geopolíticos são de maior incerteza na Europa, Ásia e América do Norte. Enquanto os riscos financeiros e de investimento são mais críticos em África, América Latina e Caraíbas.

Leia o relatório completo Link Aqui.

Fonte: ApEnergia


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