Recolha selectiva de biorresíduos

Recolha selectiva de biorresíduos avança no Parque Norte e zona da Makro

Recolha selectiva de biorresíduos

Por: Marlene Cerqueira

Recolha selectiva de biorresíduos vai avançar, este mês, em 2500 habitações, nas zonas do Parque Norte e da Makro, disse Ricardo Rio, explicando que o projecto só não avança em todo o concelho porque o financiamento do PT 2030 está atrasado.

Até ao final deste mês, a recolha selectiva de biorresíduos avança com um projecto piloto que vai abarcar as zonas residenciais do Parque Norte e junto à Makro, em Braga, contemplando um total de 2500 habitações.

“Desde 2019 que temos o projecto para a recolha de biorresíduos delineado para avançar. Aliás, ele avançou já com a restauração do centro histórico, ainda nesse ano”, lembrou Rui Morais, administrador da Agere e da Braval, em declarações ao ‘Correio do Minho’.

O projecto-piloto que agora avança vai já abarcar clientes domésticos da Agere, com Rui Morais a admitir que gostaria de avançar já com o projecto para todo o concelho, “mas tal não é possível porque o Governo não abriu ainda os avisos para o financiamento” da recolha de biorresíduos.

“Desde Outubro que temos tudo pronto para avançar com os 90 mil clientes da Agere, no entanto não houve ainda a abertura, por parte do Governo, dos avisos para os fundos comunitários, previstos no âmbito do Portugal 2030, que permitam adaptar o sistema em alta (na Braval) para efectuar a triagem desses resíduos”, explicou Rui Morais, realçando que “não faz sentido” avançar com a recolha em baixa (a nível do município), se depois não é possível o seu tratamento em alta (na Braval).

A adaptação das linhas de triagem da Braval representará um investimento na ordem dos cinco milhões de euros, que terá de ser concretizados com os fundos do Portugal 2030 “para não onerar os munícipes”. Inicialmente previsto para avançar o início deste ano, a Agência Portuguesa do Ambiente prorrogou até 30 de Junho o prazo para a implementação da recolha selectiva de biorresíduos, precisamente porque não abriram os avisos para os fundos comunitários.

Recolha selectiva de biorresíduos

O tema foi levantado ontem em reunião de Câmara, pelo vereador Adolfo Macedo, do Partido Socialista, que questionou o facto de concelhos vizinhos estarem a implementar a recolha de biorresíduos, sem que em Braga aconteça o mesmo.

Em resposta, Ricardo Rio esclareceu que desde 2019 que o recolha de biorresíduos é feita junto da restauração e da hotelaria do centro da cidade e anunciou que, com o apoio do Fundo Ambiental, avança ainda neste mês de Janeiro a recolha de biorresíduos em dois pólos da cidade: Parque Norte e zona da Makro. “Quando houver o finan- ciamento do Portugal 2030, o projecto é alargado a todo o território”, referiu o edil.

Contactado pelo Correio do Minho, Rui Morais explicou que o grosso do investimento necessário é ao nível do tratamento de resíduos “em alta”, ou seja na Braval, porque a Agere” o que vai investir é sobretudo na sensibilização”.

Até ao final deste mês, em visitas porta-a-porta, a Agere vai apresentar a recolha selectiva de resíduos nas 2500 habitações contempladas no projecto-piloto. Em cada habitação vai ser entregue um pequeno contentor com capacidade para sete litros e um rolo de 30 sacos (que deve dar para dois meses), onde as pessoas devem colocar os biorresíduos.

“Esses sacos, que terão uma cor específica, devem ser colocados no contentor do lixo indiferenciado. A triagem automática ou semiautomática desses sacos será feita depois em alta, ou seja, na Braval”, explicou Rui Morais, referindo que a Braval “já hoje faz a triagem orgânica e produz energia a partir desses resíduos”. Falta é concretizar o investimento para adaptar o sistema de triagem para receber os biorresíduos de um universo muito mais amplo.

Fonte: Minho.

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