Poluir está a ficar mais caro preço do carbono duplica na última década e fixa-se nos 18€ por tonelada de CO2

Poluir está a ficar mais caro: preço do carbono duplica na última década e fixa-se nos 18€ por tonelada de CO2

Banco Mundial indica que a fixação do preço do carbono cobre quase um terço das emissões globais e gera mais de 92 mil milhões de euros em receitas públicas.

Os preços diretos do carbono cresceram 7% no último ano e duplicaram ao longo da última década. O preço médio do carbono é agora de cerca de 18 euros por tonelada de CO2 equivalente, segundo avança o Banco Mundial nesta quarta-feira.

Atualmente, pouco mais de 29% das emissões globais de gases com efeito de estufa (GEE) estão abrangidas por mecanismos diretos de fixação do preço do carbono. Além disso, esta percentagem poderá aumentar para cerca de um terço.

Isso ocorrerá caso os instrumentos atualmente em desenvolvimento sejam implementados em mais grandes economias emergentes. A informação foi destacada pelo Banco Mundial no relatório anual “State and Trends of Carbon Pricing 2026”.

“A fixação do preço do carbono e os mercados de carbono podem desempenhar um papel importante ao permitir que os países determinem a sua própria combinação energética”, afirma Paschal Donohoe, diretor-geral do Banco Mundial. “Quando bem concebidos, estes mecanismos podem ajudar a promover eficiência e inovação, ao mesmo tempo que mobilizam recursos para prioridades de desenvolvimento”, acrescenta.

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Nos mercados de créditos de carbono, a emissão global de créditos aumentou 8% entre 2024 e 2025. Além disso, o relatório mostra que os preços dos créditos de carbono diminuíram ligeiramente ao longo de 2025.

Ainda assim, certos tipos de projetos continuaram a beneficiar de preços mais elevados. Entre eles, destacam-se os elegíveis para utilização por companhias aéreas internacionais. Além disso, também ganharam destaque os projetos de conservação florestal e reflorestação com classificações elevadas.

No que respeita às receitas provenientes da fixação do preço do carbono, estas triplicaram na última década, passando de menos de 26 mil milhões de euros em 2016 para mais de 92 mil milhões de euros destinados aos orçamentos públicos em 2025.

A análise dá ainda conta da desfragmentação de sistemas a nível global. Mais concretamente, existem agora 87 políticas de fixação do preço do carbono em todo o mundo, mais sete do que no ano passado.

Recorde-se que, no caso da União Europeia, está prevista uma revisão do mercado de carbono para julho. Entre as medidas em análise estão a expansão da cobertura para incluir a aviação internacional, a integração de pequenas instalações de combustão, bem como a inclusão de incineradores municipais de resíduos e aterros.

Fonte: Lemefinance

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