No cenário da coligação dos países “muito ambiciosos” na luta contra a poluição plástica. Que inclui a União Europeia e o Canadá, a redução da produção poderia ser de 16% a 18% até 2040, em comparação com as tendências atuais.
Ao juntar a China, um grande produtor de plástico, à coligação, que inclui também muitos países da América Latina, África e ilhas, a redução da produção poderá chegar aos 38%, segundo o estudo.
Os modelos criados pela Eunomia Research & Consulting Ltd mostram que “uma massa crítica de países ambiciosos pode desencadear uma mudança sistémica. Reduzindo a produção de plástico e gerando cortes profundos na poluição e nas emissões”, afirmou Tanzir Chowdhury, economista consultor da empresa.
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A comunidade internacional tem tentado chegar a acordo sobre um tratado relativo à poluição por plástico. Contudo, as negociações têm falhado devido à oposição das grandes empresas petroquímicas e das nações produtoras de petróleo. Principalmente os Estados Unidos.
“Francamente, é ultrajante que um pequeno grupo de países com interesses diretos no aumento da produção de plásticos tenha conseguido sabotar todo o processo”, disse Christina Dixon, da EIA.
A organização não-governamental, com sede em Londres, no Reino Unido. Acredita que o problema da poluição por plástico não pode ser resolvido apenas através da reciclagem e de uma melhor gestão de resíduos. Além disso, considera essencial a redução da produção de matérias-primas.
E salienta que controlar a produção de plástico é “uma condição necessária” para cumprir vários compromissos climáticos.
Para Chowdhury, esperar por um consenso hipotético é correr o risco de “agravar ainda mais os danos atuais”.
A Eunomia calcula que se nada for feito, a produção de plástico poderá atingir 766 milhões de toneladas até 2040, gerando 621 milhões de toneladas de resíduos.
Fonte: Notícias são minutos
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