Estado já está no capital da REN compra de 13,7% à empresa do dono da Zara foi concluída

Estado já está no capital da REN: compra de 13,7% à empresa do dono da Zara foi concluída

A Pontegadea, de Amancio Ortega, anunciou na noite de segunda-feira a conclusão da venda de todas as ações que tinha na REN à estatal portuguesa Parpública. O valor não foi divulgado.

O Estado português concluiu, esta segunda-feira, 7 de setembro, a aquisição de 13,7% da REN – Redes Energéticas Nacionais. Além disso, a operação envolveu a venda dos 91,7 milhões de ações que estavam na posse da Pontegadea, empresa de Amancio Ortega, o dono do império Inditex, que detém marcas como a Zara.

O negócio tinha sido anunciado a 14 de agosto. Não houve qualquer indicação do preço acordado entre a Parpública (holding estatal) e a Pontegadea. A operação, no entanto, estava dependente de algumas condições, incluindo a validação pelo Tribunal de Contas.

Na noite de segunda-feira, a Pontegadea e a REN comunicaram à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a concretização da transação. Com isso, a empresa de Amancio Ortega deixou de deter qualquer ação da gestora portuguesa de infraestruturas energéticas.

O mais recente comunicado também não explicita quanto é que o Governo português acordou pagar. O “Jornal Económico” havia adiantado, em agosto, que o valor terá rondado os €380 milhões. O montante representaria um prémio de 17% face à cotação das ações da REN antes do acordo.

LEIA TAMBÉM: Ministério da Reforma do Estado coordena reestruturação da APA e ICNF

Estado entra no capital da REN após comprar 13,7% da empresa do dono da Zara

O Governo de Luís Montenegro justificou a transação pela necessidade de acompanhar mais de perto a atividade e as decisões da REN. O objetivo é reforçar a soberania nacional.

O primeiro-ministro também chegou a afirmar que, ao estar de volta ao capital da REN, o Estado poderia controlar melhor os investimentos da empresa. Por essa via, poderia contribuir para reduzir os custos da energia em Portugal.

Ademais, a decisão do Governo foi alvo de várias críticas. Isso porque o Estado, enquanto concedente das concessões exploradas pela REN, já tem mecanismos para aprovar ou recusar os investimentos propostos pela empresa.

Ainda assim, a reentrada do Estado na REN foi bem recebida pelo Governo dos Estados Unidos da América. A empresa tem como maior acionista, com 25%, a estatal chinesa State Grid of China.

A Embaixada dos Estados Unidos em Portugal elogiou a operação. Isso ocorreu depois de vários anos a criticar a elevada exposição de setores críticos em Portugal, em particular na energia, a Pequim.

Por fim, a China Three Gorges é também quem tem mais ações na EDP.

Fonte: Expresso

Conteúdos Relacionados