A Resialentejo alcançou, em 2025, uma taxa de 61% na preparação para reutilização e reciclagem de resíduos urbanos. Com este resultado, posicionou-se como o segundo melhor sistema nacional, entre os 23 existentes, segundo o Relatório Anual de Resíduos Urbanos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Além disso, o desempenho supera em 22 pontos percentuais a média nacional, fixada em 39%. Dessa forma, a empresa aproxima-se da meta de 63% prevista para 2030.
A entidade gestora também se destaca na deposição de resíduos em aterro. A taxa foi de 29%, face aos 54% registados a nível nacional. Assim, este é o terceiro valor mais baixo do país. O resultado reflete uma redução significativa desde 2021, quando a taxa era de 61%.
Em declarações à Rádio Planície, Rui Marreiros, diretor-geral da Resialentejo, considera que estes indicadores “demonstram o impacto positivo do trabalho desenvolvido pela empresa e pelos oito municípios acionistas”.
O responsável destaca ainda o “reconhecimento do desempenho da entidade”. Atualmente, a Resialentejo conta com quase 180 colaboradores e assegura a gestão de resíduos urbanos em Almodôvar, Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura, Ourique e Serpa.
Por fim, o relatório da APA identifica a empresa, sediada em Beja, como o sistema com menor fração residual. Além disso, destaca a representatividade do Baixo Alentejo na recolha seletiva de biorresíduos.
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Resialentejo é o segundo melhor sistema do país na reciclagem de resíduos
Para Rui Marreiros, “os resultados refletem a aposta na modernização das infraestruturas, na melhoria dos processos de tratamento e no reforço da recolha seletiva e da recuperação de materiais recicláveis”.
A empresa intermunicipal prepara agora um novo ciclo de investimento, estimado em cerca de 10 milhões de euros, “destinado a aumentar a capacidade e melhorar a qualidade do tratamento mecânico e biológico dos resíduos indiferenciados”.
Depois de concluída a primeira fase de intervenção na linha de separação de embalagens, a entidade pretende avançar:
“Com a expansão das infraestruturas, permitindo recuperar mais materiais recicláveis e melhorar o tratamento da componente orgânica”, garantiu o diretor geral.
Está também prevista a expansão da rede de recolha seletiva. Além disso, a empresa pretende melhorar a contentorização nos municípios abrangidos.
“A estratégia passa por reduzir progressivamente a quantidade de resíduos encaminhados para aterro. E reforçar a valorização dos materiais, contribuindo para os objetivos nacionais e europeus de economia circular”, especificou Rui Marreiros.
Assim, a empresa intermunicipal pretende manter o desempenho alcançado. Para isso, continuará a investir no Parque Ambiental do Montinho, na freguesia de Santa Clara de Louredo, concelho de Beja.
Dessa forma, procura consolidar o papel do Baixo Alentejo na gestão sustentável dos resíduos urbanos.
Fonte: Planície.PT
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