Medida visa reforço da resiliência de infraestruturas de saneamento ao longo do rio Lis.
A Águas do Centro Litoral (AdCL) vai investir quase seis milhões de euros para reforçar a resiliência das infraestruturas de saneamento ao longo do rio Lis.
A medida foi anunciada, esta quinta-feira, no decorrer da última reunião da comissão de acompanhamento ao incidente ocorrido em agosto de 2025. Na ocasião, uma avaria numa estação elevatória provocou a descarga de esgoto para o rio.
Segundo Filipa Alves, presidente do Conselho de Administração da AdCL, o investimento visa “conferir maior resiliência infraestrutural e operacional” ao sistema. O objetivo é “evitar acidentes desta natureza”.
Nesse sentido, está prevista a renovação de equipamentos, como bombas, geradores, quadros elétricos e mecanismos de automação.
Também está prevista a melhoria dos sistemas de deteção de avarias. De acordo com Jorge Vala, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, do encontro saiu também a decisão de criar um grupo de trabalho.
O grupo vai acompanhar os problemas do Lis. Além disso, deverá reivindicar junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a instalação de um sistema de monitorização da qualidade da água do rio.
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Pedidos à APA
O autarca adiantou ainda que as autarquias irão “insistir” com a APA para que execute trabalhos de limpeza e de manutenção do leito e das margens do Lis.
Em declarações aos jornalistas, Filipa Alves explicou que a erosão das margens está a deixar infraestruturas, como emissários e coletores, “cada vez mais expostas”. Segundo ela, esta situação “pode condicionar transporte dos efluentes” e até provocar incidentes que resultem em descargas poluentes.
Durante a reunião, foram também apresentados dados referentes à monitorização da fauna piscícola realizada no rio Lis. A análise foi feita no âmbito do Estudo de Avaliação de Impactos decorrentes da descarga acidental ocorrida há um ano.
Segundo Filipa Alves, os resultados indicam que o ecossistema recuperou para “os níveis habituais” existentes antes do incidente. Ainda assim, trata-se de um sistema “já sujeito a pressões ambientais crónicas”.
Fonte: Jn.PT
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