AIE defende diversificação perante maior crise energética da história

AIE defende diversificação perante maior crise energética da história

Fatih Birol, que apresentou à imprensa o relatório anual sobre investimentos. Salientou que essa diversificação significa não depender, para o abastecimento energético, de um único país, de um único combustível ou de uma única tecnologia.

O encerramento do estreito de Ormuz, devido à guerra desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Significa que os mercados mundiais estão a ser privados de 20% do petróleo e do gás provenientes do Golfo Pérsico.

Explicou o responsável. Além disso, salientou a possibilidade de algo semelhante voltar a acontecer no futuro.

Desta forma, tendo em conta a situação geopolítica, indicou que, embora se estejam a verificar aumentos nos preços de muitas matérias-primas e se coloquem problemas de escassez para algumas delas:

“Há uma matéria-prima que é mais escassa do que todas as outras: a confiança”.

“A confiança será um elemento importante no mundo da energia nos próximos meses e anos”, pelo que será tida em conta na hora de tomar decisões de investimento, nas quais não pesam apenas os preços ou a qualidade dos combustíveis.

LEIA TAMBÉM: Remodelação da maior ETAR de Coimbra ultrapassa 36 M€ e deverá estar pronta em 2029

AIE defende diversificação perante maior crise energética da história

Birol reiterou a ideia que tem vindo a sublinhar desde o início do conflito no Médio Oriente, a 28 de fevereiro, de que esta é “a maior” das crises energéticas da história, “maior do que todas” as que ocorreram no passado juntas.

O diretor antecipou que muitos países vão dar prioridade, no futuro, ao abastecimento dos mercados de energia com os próprios recursos. Uma questão que já está a ser muito significativa na Ásia, que antes da guerra recebia entre 80% e 90% do Médio Oriente.

Por isso, previu um impulso ainda maior das energias renováveis.

No caso da energia solar, afirmou que os investimentos a nível mundial este ano serão de cerca de 1.000 milhões de dólares, em média, por dia.

O diretor-executivo da AIE realçou ainda que medidas de eficiência energética oferecem segurança e podem ser implementadas por todos os países para melhorar o abastecimento.

Fatih Birol mostrou-se também convencido de que “está a chegar a era da eletricidade” e ilustrou-o referindo que, no relatório, calcula-se que os projetos elétricos irão, este ano, captar 60% dos investimentos energéticos, que ascenderão a um total de 3,4 biliões de dólares.

A este respeito, recordou que a implantação da Inteligência Artificial (IA) necessita de muita eletricidade, em primeiro lugar para os centros de dados.

Fonte: Rtp.PT

LEIA TAMBÉM: Oeste: oito empresas e instituições galardoadas com Selo AgIR-Indústrias em Evolução pelo desempenho ambiental

Conteúdos Relacionados

proTEJO alerta para Tejo e Zêzere com caudais de “uma ribeira” e denuncia incumprimentos

proTEJO alerta para Tejo e Zêzere com caudais de “uma ribeira” e denuncia incumprimentos

A tomada de posição surge após o movimento ambientalista ter divulgado um comunicado em que denuncia incumprimentos dos caudais mínimos previstos na Convenção de Albufeira. Ademais, alerta para os efeitos da reduzida disponibilidade de água nas atividades económicas e nos ecossistemas da bacia hidrográfica do Tejo na sub-região do Médio Tejo. Nomeadamente entre Mação e Vila Nova da Barquinha.

Leia mais »