O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reiterou, em Nova Iorque, o compromisso de Portugal com o cumprimento do Acordo de Paris. Além disso, afirmou que o país pretende duplicar a capacidade instalada de produção de energia renovável.
Num evento sobre Ação Climática e Transição Justa, promovido pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, o primeiro-ministro destacou a aposta de Portugal no desenvolvimento de fontes de energia renovável. Também reforçou o papel da transição energética na redução das emissões e no reforço da autonomia energética.
“Estamos empenhados num futuro assente nas energias limpas e acreditamos que vamos alcançar a neutralidade carbónica em 2050, cumprindo assim o Acordo de Paris”, afirmou o primeiro-ministro, acrescentando que, até 2030, Portugal pretende reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 55%.
“Mais de 75% da eletricidade produzida em Portugal provém de fontes renováveis e assumimos, também, um forte compromisso com o aproveitamento do potencial dos oceanos, também para a produção de energia renovável”, recordou Luís Montenegro, segundo comunicado do Governo.
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Segundo o primeiro-ministro, o reforço das energias renováveis deverá permitir duplicar a capacidade instalada no país, contribuindo também para aumentar a autonomia estratégica de Portugal.
Luís Montenegro destacou ainda a cooperação de Portugal com outros países na área do financiamento climático. Entre as iniciativas, estão mecanismos de conversão de dívida em investimento climático desenvolvidos com Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
No âmbito destes acordos, os respetivos governos criaram fundos climáticos e ambientais. Esses fundos destinam-se a financiar projetos relacionados com o desenvolvimento, a proteção ambiental e a produção de energia renovável.
Fonte: O Vila Verdense
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