Este valor representa uma queda homóloga de três pontos percentuais, mas mantém Portugal entre os líderes na Europa, atrás apenas da Noruega, Dinamarca e Áustria.
Uma fatia bem significativa da eletricidade produzida em Portugal, mais concretamente 75%, teve origem em fontes renováveis no período entre 1 de janeiro e 31 de julho, revelou a APREN — Associação Portuguesa de Energias Renováveis.
Este valor representa uma queda homóloga de três pontos percentuais, mas mantém Portugal entre os líderes na Europa, isto é “no quarto lugar entre os países europeus analisados”, disse a associação, ficando atrás apenas da Noruega, Dinamarca e Áustria.
A APREN destacou ainda que, nesse período, houve 694 horas não consecutivas em que a produção renovável cobriu integralmente o consumo do continente, “o equivalente a cerca de 29 dias completos”.
Em julho de 2026, a contribuição renovável subiu para 70,5% da produção mensal, totalizando 2.554 GWh de um total de 3.611 GWh gerados no mês.
Renováveis representam 75% da produção elétrica em Portugal até julho
No mês, a energia solar fotovoltaica “liderou a produção de eletricidade, representando 25,8% do total do ‘mix’ de geração”, afirmou a APREN. A hidráulica foi a segunda maior fonte com 21%, seguida da eólica com 17,7%.
Do ponto de vista económico, a associação refere que o preço médio no mercado MIBEL, nos primeiros sete meses, fixou-se em 57,3 euros/MWh. Segundo a APREN, “este contexto regista uma descida média de 10,0% face ao preço homólogo de 2025”.
Além disso, a APREN estima que a produção renovável evitou, no período, importações de 667 milhões de euros em gás natural. Também evitou 374 milhões de euros em eletricidade. Somou-se a isso uma economia de 423 milhões de euros em licenças de CO₂.
Quanto à capacidade instalada, a APREN sublinhou que, no final de junho de 2026, “as fontes renováveis representavam já 79,5% do total da capacidade instalada em Portugal”. Desde 2016, o país registrou um acréscimo de 9.143 MW. Esse aumento representa um crescimento de 68,2%.
Por sua vez, as regiões autónomas apresentam níveis inferiores de incorporação. Na Madeira, a eletricidade renovável representou 46,1% da geração acumulada nos primeiros seis meses de 2026. Já nos Açores, a taxa chegou a 31,5%, concluiu o boletim.
Fonte: Dinheiro Vivo
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