O Grupo Sylvestris e a Fundação Repsol impulsionam, em Portugal, o projeto de florestação e sequestro de carbono de Charneca e Ferreirinhos, no concelho de Sabugal, distrito da Guarda. A iniciativa tornou-se o primeiro projeto registado e validado na plataforma do Mercado Voluntário de Carbono português. Além disso, o projeto é desenvolvido ao abrigo da metodologia MVC1, destinada a novas florestações.
O projeto ocupa uma área de 18,83 hectares. Nesse contexto, prevê uma estimativa ex ante de 2.976 toneladas de CO₂ equivalente acumuladas ao longo de 40 anos. Isso corresponde, em média, a 158 toneladas de CO₂e por hectare.
Entretanto, os responsáveis concluíram a fase de implementação em 2025. Adicionalmente, eles garantem a permanência das remoções de carbono por meio de um compromisso contratual de 40 anos e da adesão à correspondente bolsa de garantia.
Por sua vez, os cálculos ex ante dos créditos de carbono foram realizados ao abrigo da metodologia MVC1. Para isso, os responsáveis desenvolveram o projeto com um nível de exigência e rigor técnico particularmente elevado. Dessa forma, procuraram disponibilizar uma estimativa sólida, prudente e alinhada com os critérios de credibilidade exigidos pelo Mercado Voluntário de Carbono.
A iniciativa enquadra-se no novo regime jurídico do mercado voluntário de carbono em Portugal, que abre uma nova etapa para este tipo de projetos no país.
Neste contexto, o registo de Charneca e Ferreirinhos coloca o Grupo Sylvestris e a Fundação Repsol numa posição pioneira, num mercado que começa a estruturar-se com projetos florestais sujeitos a critérios de adicionalidade, monitorização e permanência.
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Nasce no Sabugal primeiro projeto na plataforma Mercado Voluntário de Carbono português
Para além da captura de carbono, o projeto incorpora uma dimensão territorial clara. A intervenção foi concebida para transformar terrenos não arborizados em novas manchas florestais. Também visa gerar benefícios associados à proteção do solo face à erosão. Além disso, contribui para o aumento da resiliência da paisagem e para a redução do risco de incêndios florestais numa zona considerada vulnerável.
As novas manchas florestais assentam em espécies como Pinus pinaster e Quercus pyrenaica. A intervenção foi orientada para combinar restauro florestal, captura de carbono e estabilidade do solo.
Esta iniciativa concretiza-se através do projeto Motor Verde +Floresta. Trata-se de um projeto de reflorestação em larga escala, impulsionado em parceria com a Fundação Repsol. A estratégia centra-se no restauro florestal, no impacto territorial e na oferta de soluções claras para empresas e organizações. O projeto destina-se a entidades que procuram iniciativas verificáveis e alinhadas com um enquadramento regulatório cada vez mais exigente.
A operação em Sabugal reforça ainda uma ideia-chave do projeto Motor Verde +Floresta: o restauro florestal não se limita ao carbono.
Também atua sobre a biodiversidade, o solo, a água, a paisagem e a resiliência territorial, ao mesmo tempo que pode gerar atividade e oportunidades em zonas rurais.
Por fim, esta visão integra a abordagem com que o Grupo Sylvestris e a Fundação Repsol trabalham em Espanha e Portugal.
Fonte: Welectric
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