Projeto DriverSea Ecossistemas Marinhos
Entre abril e maio de 2025, o Parque Marinho Professor Luiz Saldanha na Península de Setúbal foi alvo de duas campanhas de investigação sobre os seus ecossistemas subaquáticos. Investigadores do Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI) e da Universidade do Porto, em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), desenvolveram sistemas autónomos para estudar esta área marinha protegida, no âmbito do projeto DiverSea, cofinanciado pela União Europeia.
A primeira parte do projeto teve como objetivo a caracterização do ecossistema através da utilização de novos sistemas de amostragem e de drones equipados com uma câmara e tecnologia LiDAR.
As imagens geradas permitiram o mapeamento da biodiversidade da área protegida e a observação de pradarias marinhas nesta zona. Segundo João Borges de Sousa, diretor de Sistemas e Tecnologia Subaquática do INEGI. O estudo representa um passo importante “para o cumprimento dos objetivos de conservação da biodiversidade nestas áreas”.
A segunda campanha de investigação combinou tecnologias subaquáticas e aéreas para permitir o mapeamento integrado dos dois espaços. Além de um drone, o sistema integrou um veículo autónomo subaquático equipado com um sonar de varredura lateral e uma câmara. O foco desta parte do projeto foi o mapeamento detalhado da Praia dos Coelhos e da zona protegida. Neste segundo passo, os investigadores conseguiram recolher informação sobre a classificação de habitats e a identificação de espécies marinhas.
Projeto DriverSea Ecossistemas Marinhos
Os dados recolhidos serão integrados em repositórios europeus de acesso livre. Será também criada uma plataforma digital capaz de visualizar os principais indicadores ambientais e socioeconómicos dos casos de estudo.
A próxima campanha de investigação está prevista para setembro de 2025 e integrará um novo protótipo de amostrador passivo de ADN ambiental.
Fonte: IA.