A Águas do Alto Alentejo (AAA) eliminará mais de 100 usos ilegais da rede pública de abastecimento de água até 2025. A empresa intermunicipal considera essa área prioritária e já anunciou a medida.
Combate a perdas e usos ilegais
A AAA gerencia o sistema intermunicipal de abastecimento de água e saneamento. O sistema atende 10 municípios do distrito de Portalegre. São eles: Alter do Chão, Arronches, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Marvão, Nisa, Ponte de Sor e Sousel.
Em um comunicado, a empresa intermunicipal indicou que estabeleceu como objetivo “combater os usos ilegais” da rede pública de abastecimento de água, com “uso ilegal zero” como prioridade de suas ações.
A empresa é responsável pelo abastecimento de água e saneamento em “dois terços” dos municípios do Alto Alentejo.
Além disso, afirmou que já investiu 9,6 milhões de euros. Os recursos foram aplicados na renovação e na criação de infraestrutura. Também foram destinados à aquisição de equipamentos. E, ainda, à implementação de tecnologia com uso de inteligência artificial (IA).
O comunicado cita o CEO da AAA, Rui Choças. Ele explica que um dos principais desafios para este ano é reduzir a água sem receita. Ou seja, diminuir a diferença entre o volume de água que entra no sistema de distribuição e o volume efetivamente faturado aos consumidores.
Ele também ressaltou que essa situação também resulta de “conexões clandestinas à rede pública e manipulações que visam reduzir artificialmente o consumo registrado”.
Resultados, metas e investimentos
A AAA revelou que no ano passado “eliminou 106 situações ilegais e substituiu 30.000 metros”.
No entanto, a empresa observou que, desde o início de suas operações, os indicadores de água sem receita “mostraram um progresso positivo”, destacando uma “queda significativa de 12%”.
Este progresso resultou em uma redução nas compras de água da Águas do Vale do Tejo em 400.000 metros cúbicos (m3)”, o equivalente a “280 milhões de garrafas de cinco litros”.
Com uma meta intermediária de uma redução de “20%” na água sem receita até 2030, a AAA disse que espera investir “seis milhões de euros” em um projeto de eficiência hídrica para alavancar esse indicador.
No entanto, de acordo com a empresa, a “ambição é clara” e envolve “erradicar completamente as práticas ilegais na rede, atingindo a meta de zero atividades ilegais, por meio da aplicação dos regulamentos atuais aos infratores”.
Por fim, em 2025, a empresa indicou que 5.125 obras de manutenção foram realizadas. Desse total, 3.347 ocorreram na rede de abastecimento de água. Além disso, 1.868 intervenções foram executadas na rede de esgoto.
“Desde outubro de 2024, além de procurar ativamente por vazamentos, substituir medidores e detectar atividades ilegais, a empresa atualizou o registro da rede de água em aproximadamente 500 quilômetros (praticamente a distância entre Porto e Faro) e reparou 680 vazamentos por meio de busca ativa, ou seja, vazamentos que não são visíveis na superfície”, observou também a AAA no comunicado.
Fonte: The Portugal News



