Um ano após a aprovação da Estratégia Nacional Água que Une. O Governo já tem projetos concluídos. Em execução. Ou com procedimento lançado. O investimento global é de cerca de 1.000 milhões de euros. Assim, assinala a passagem do planeamento à concretização de investimentos estruturais na gestão da água.
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, que participou no dia 9 de março na conferência “Água que Une – O primeiro ano e próximos passos”, organizada pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), sublinhou que a estratégia já se traduz em obra no terreno e destacou o objetivo de acelerar a execução dos investimentos: “É já uma realidade no terreno”.
Entre as principais intervenções. Destacam-se projetos de reforço do armazenamento. Aumento da eficiência. E melhoria dos sistemas de abastecimento. Todas estão alinhadas com os três eixos da estratégia. Eficiência. Resiliência. E inteligência. Essas ações são orientadas para o uso racional da água. E para uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos.
No Algarve, região que continua a enfrentar maior pressão hídrica, estão em curso obras de aumento do volume morto da barragem de Odelouca e projetos de Água para Reutilização (APR) no valor de 60 milhões de euros.
Já entraram em funcionamento unidades em Lagoa e na Quinta do Lago, tendo também sido concluída a intervenção em Vilamoura.
Estratégia Água que Une entra em fase de execução com projetos em várias regiões do país
No Alentejo, avançam projetos estruturantes, como o sistema de abastecimento de Santa Clara, com investimento de 56 milhões de euros. Além disso, o projeto inclui a ETA de São Teotónio. Bem como a captação e a conduta de Santa Clara para Odemira. Dessa forma, a iniciativa reforça a infraestrutura hídrica da região.
Entre os projetos estruturantes previstos para outras regiões contam-se ainda a nova barragem de Fragilde, o Empreendimento de Fins Múltiplos de Girabolhos e a barragem do Alvito, iniciativas destinadas a reforçar a capacidade de resposta do país a períodos de seca e a eventos climáticos extremos.
Apesar dos progressos registados, o Governo reconhece que persistem desafios estruturais, nomeadamente a necessidade de acelerar procedimentos administrativos e consolidar os modelos financeiros que sustentam o investimento no setor da água.
Por fim, a estratégia Água que Une integra quase 300 medidas para a gestão eficiente dos recursos hídricos, incluindo novas infraestruturas de armazenamento, redução de perdas nos sistemas de abastecimento e interligação de bacias hidrográficas, com execução prevista até 2050.
Fonte: Portugal
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