Lever, Portugal – A empresa Águas do Douro e Paiva avançou com um plano de modernização na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Lever, destinado a fortalecer a eficiência energética da infraestrutura. O projeto, avaliado em cerca de 995 mil euros, foca-se na reabilitação estrutural da cobertura de um dos edifícios operacionais e na implementação de uma nova central de produção solar dedicada ao autoconsumo.
Aumento da capacidade renovável
Após a conclusão desta empreitada, a ETA de Lever deverá atingir uma produção anual de aproximadamente 2,2 GWh de energia fotovoltaica. Este incremento representa uma subida de 140% face aos níveis atuais, permitindo que a instalação reduza significativamente a sua dependência da rede elétrica pública ao potenciar os recursos renováveis produzidos no local.
O equipamento será composto por 1.400 módulos fotovoltaicos, com uma potência nominal de 800 kW. A instalação ficará situada sobre a cobertura do edifício onde se processa a etapa de tratamento conhecida como CoCoDAFF, um sistema que combina as fases de flotação e filtração da água, essenciais para garantir os padrões de qualidade do abastecimento.
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Reabilitação estrutural e estratégica
Para viabilizar a colocação dos painéis, a intervenção contempla a reabilitação integral da cobertura. O processo inclui o reforço das vigas estruturais e a substituição integral do sistema de impermeabilização, assegurando assim as condições de segurança e a longevidade necessárias para o edifício operacional.
O contrato adjudicado engloba todas as etapas. Desde a elaboração do projeto técnico até à instalação dos equipamentos.
Além disso, prevê a operação e a manutenção durante um período de três anos.
Este investimento enquadra-se no compromisso da Águas do Douro e Paiva com a neutralidade energética. Uma estratégia que privilegia o alargamento da produção própria. Por meio de fontes renováveis. Como a energia solar e a eólica.
Segundo Bruno Coimbra, Presidente do Conselho de Administração da entidade, a obra reflete uma gestão integrada. Ao unir a recuperação de ativos fundamentais ao aumento da capacidade produtiva local.
Além disso, o responsável sublinha que a iniciativa não só reduz os custos operacionais. Como também reforça a autonomia energética de uma infraestrutura estratégica para o abastecimento público de água.
Fonte: Paivense
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