Oportunidades Financiamento Renováveis

Região de Leiria exige cancelamento do projeto da central fotovoltaica na albufeira do Cabril

Central Fotovoltaica Cabril

Primeiramente a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria pediu ontem o cancelamento imediato do projeto da central fotovoltaica flutuante projetada para a albufeira do Cabril na sequência da identificação de impactos ambientais, socioeconómicos e legais.

A central está prevista para os concelhos de Pedrógão Grande (Leiria), Pampilhosa da Serra (Coimbra) e Sertã (Castelo Branco).

“O cancelamento do projeto deve ser imediatamente determinado, garantindo a proteção ambiental e a segurança das populações locais, com as devidas consequências jurídicas para a empresa concessionária e para os órgãos decisores envolvidos”, lê-se numa posição comum dos 10 municípios da CIM.

Integram a CIM, além de Pedrógão Grande, os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós.

LEIA TAMBÉM: Grupo AdP expande operações internacionais

Em conclusão o anterior Governo leiloou a exploração de 263 megawatts de energia solar em sete barragens, tendo em abril de 2022 adjudicado seis dos sete lotes, incluindo o do Cabril, este para a Voltalia.

Central Fotovoltaica Cabril

Portanto o estudo de impacto ambiental do projeto está em consulta pública e o seu resumo não técnico indica que a central “terá uma potência de ligação de 47,77 MWp [mega watt-pico] gerada em 82.368 painéis solares, cada um capaz de produzir uma potência de pico de 580 Wp e ocupando uma área total de painéis de 33,97 hectares”.

LEIA TAMBÉM: Do lixo à transformação: a história da Coopama, um projeto que muda vidas no Rio

Em suma com as duas linhas elétricas aéreas associadas (uma de 3,44 quilómetros e outra de 21,21 quilómetros), o projeto chega também aos concelhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Penela, este no distrito de Coimbra.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

Conteúdos Relacionados

Investigação portuguesa demonstra que formações geológicas profundas podem armazenar energia renovável capaz de alimentar uma cidade

Investigação portuguesa demonstra que formações geológicas profundas podem armazenar energia renovável capaz de alimentar uma cidade

Investigadores do GeoBioTec, da NOVA FCT e do Instituto Dom Luiz, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa acabam de publicar um novo estudo na revista Geoenergy, que demonstra como formações rochosas porosas em profundidade poderão constituir uma das soluções mais promissoras para o armazenamento de energia em larga escala, contribuindo para ultrapassar um dos principais desafios da transição energética: armazenar a eletricidade produzida por fontes renováveis quando a produção excede o consumo.

Leia mais »