Revisão Estratégia Biodiversidade

O que muda com a revisão da Estratégia da Biodiversidade 2030?

Revisão Estratégia Biodiversidade

Primeiramente na segunda-feira, 23 de junho, foi apresentada a revisão da Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ENCNB 2030), depois de ter sido publicada pela primeira vez em 2018.

A nova proposta totaliza 72 medidas concretas, das quais 24 são novidade, 30 revistas e 18 resultam de uma fusão, e entrará em consulta pública daqui a duas semanas. Estará disponível no site do ICNF e no Portal Participa durante 60 dias úteis (aproximadamente três meses).

Além da introdução de novos temas que se verificavam ausentes do documento original, como a biossegurança, a gestão de conflitos com fauna selvagem, o impacto da poluição, os espaços verdes urbanos e a justiça ambiental, a estrutura da revisão prevê agora 4 eixos (anteriormente 3): Conservação e Restauro de Ecossistemas; Gestão Integrada e Sustentável do Território; Valorização Económica e Social; Governança e Conhecimento.

Algumas medidas da anterior Estratégia da Biodiversidade foram também eliminadas, por já se encontrarem concretizadas ou por já não fazerem sentido dada a evolução do contexto até 2030.

Assim, a renovada ENCNB 2030 irá incidir sobre as Áreas Protegidas, o setor agrícola e florestal, a transição energética, os transportes e as comunicações, o espaço marítimo, os recursos geológicos e as águas interiores, de forma a valorizar áreas classificadas, empresas e a potenciar consumos e produções sustentáveis.

Revisão Estratégia Biodiversidade

Contudo a estratégia ainda prevê medidas concretas no âmbito do financiamento, da fiscalização, da governação participada, dos mecanismos internacionais, do conhecimento científico e da comunicação.

Portanto a implementação da ENCNB 2030 visa alcançar a melhoria do estado de conservação de espécies e habitats em Portugal e o restauro de 30% dos ecossistemas degradados até à data prevista. As autoridades pensaram a revisão para cumprir, em tempo útil, os compromissos internacionais assumidos por Portugal.

Fonte: AM.

Conteúdos Relacionados

Investigação portuguesa demonstra que formações geológicas profundas podem armazenar energia renovável capaz de alimentar uma cidade

Investigação portuguesa demonstra que formações geológicas profundas podem armazenar energia renovável capaz de alimentar uma cidade

Investigadores do GeoBioTec, da NOVA FCT e do Instituto Dom Luiz, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa acabam de publicar um novo estudo na revista Geoenergy, que demonstra como formações rochosas porosas em profundidade poderão constituir uma das soluções mais promissoras para o armazenamento de energia em larga escala, contribuindo para ultrapassar um dos principais desafios da transição energética: armazenar a eletricidade produzida por fontes renováveis quando a produção excede o consumo.

Leia mais »