A associação Viver Matosinhos reivindica transparência e metas auditáveis para a despoluição do Rio Leça, apontando para a modernização das ETAR obsoletas e o fim das descargas ilegais.
A associação Viver Matosinhos reivindicou hoje “transparência e metas auditáveis” para o processo de despoluição do Rio Leça, apontando à modernização “urgente das ETAR obsoletas” e o fim das descargas ilegais.
“A associação sublinha que a recuperação efetiva do rio Leça passa pela modernização urgente das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) obsoletas – cujas intervenções fundamentais se atrasaram sucessivamente – e por uma atuação firme e intransigente no combate às descargas ilegais que continuam a afetar o curso de água”, pode ler-se na nota hoje enviada às redações.
Relativamente ao rio, a Viver Matosinhos defende que se «abdique da procura de bodes expiatórios». Em alternativa, a associação pede que a ação pública se concentre na resolução dos problemas reais.
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Viver Matosinhos exige transparência e metas para despoluição do Leça
Além disso, defende a publicação de um calendário público de intervenções e a implementação de ações auditáveis.
Num comunicado assinado pelo presidente do Conselho Consultivo, Humberto Silva, a associação critica a gestão daquele curso de água. Segundo a Viver Matosinhos, esta tem revelado «uma política que privilegia a imagem e a comunicação em detrimento da substância».
“Em 2022, prometeu-se a despoluição do Leça até ao final de 2023, com um investimento anunciado de quatro milhões de euros, vendendo o Corredor Verde como o primeiro passo desse processo. Três anos depois, o júri disse o óbvio: uma intervenção desta natureza não pode ter qualidade se estiver inserida num ambiente severamente poluído”, defendeu Humberto Silva, citado em comunicado.
A associação reage à exclusão do Corredor Verde do Leça dos finalistas ao Prémio Europeu do Espaço Público Urbano. O prémio é atribuído pelo Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB).
No sábado, o Público noticiou a exclusão do projeto de Laura Roldão para o Leça. A decisão surgiu depois de o júri receber alertas sobre a poluição do rio. No entanto, a associação intermunicipal contesta esta decisão e pede uma reavaliação.
A Viver Matosinhos «lamenta profundamente a reação» da presidente da associação de municípios do Corredor Verde, Luísa Salgueiro. Também presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro criticou os alertas enviados ao júri por «movimentos políticos populistas».
O Corredor Verde do Leça liga quatro municípios: Valongo, Maia, Matosinhos e Santo Tirso. O projeto acompanha 48 quilómetros do curso de água e integra o espaço público nas margens.
Fonte: Notícias são Minuto
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