CCDR LVT lidera projeto europeu para reduzir em 20% resíduos em cinco municípios

CCDR LVT lidera projeto europeu para reduzir em 20% resíduos em cinco municípios

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT) lidera uma candidatura europeia submetida ao Programa LIFE. O objetivo é testar, em cinco municípios, um novo modelo regional de gestão de resíduos. A iniciativa pretende reduzir em 20% os resíduos indiferenciados e aumentar em 25% a recolha seletiva.

O projeto denomina-se PAYT4CIRCULARITY e baseia-se no conceito “Pay-As-You-Throw” (PAYT). Neste modelo, os utilizadores pagam em função dos resíduos que produzem. Assim, pretende-se incentivar a separação dos resíduos recicláveis e acelerar a transição para a economia circular.

Caso a União Europeia aprove a candidatura, o projeto terá uma duração prevista de 48 meses. Durante esse período, serão desenvolvidas cinco demonstrações-piloto. Estas abrangerão contextos urbanos, empresariais e comunitários nos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Santarém e Golegã.

Em declarações citadas na nota de imprensa da instituição, Gonçalo Conde da Costa, vice-presidente da CCDR LVT com o pelouro do Ambiente, destacou que a iniciativa representa “uma mudança de paradigma na gestão de resíduos”.

“Mais do que instalar tecnologia, queremos compreender e apoiar os cidadãos na adoção de comportamentos que reduzam a produção de resíduos e aumentem a reciclagem. O objetivo é desenvolver um modelo justo, transparente e eficaz, capaz de ser replicado em toda a região e de contribuir para o cumprimento das metas europeias da economia circular”, afirmou o responsável.

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CCDR LVT lidera projeto europeu para reduzir em 20% resíduos em cinco municípios

A parceria é coordenada pela CCDR LVT. Reúne autarquias, entidades gestoras de resíduos, universidades, entidades de verificação independente e parceiros especializados.

Em conjunto, os participantes vão desenvolver uma metodologia regional. A metodologia utilizará tecnologia, ciência comportamental, incentivos económicos, participação cidadã e monitorização inteligente de dados.

A candidatura surge no contexto das exigentes metas definidas pela legislação europeia e nacional para 2030. Entre elas, estão o desvio de resíduos de aterro, o aumento do processamento de recicláveis e a aplicação do princípio do poluidor-pagador.

Segundo Gonçalo Conde da Costa, a região de Lisboa e Vale do Tejo “tem de estar na linha da frente da transição para uma economia circular”. O responsável também sublinha a urgência de envolver os cidadãos.

Além disso, destaca a necessidade de dotar os municípios de ferramentas e dados que os ajudem a adaptar os respetivos sistemas tarifários às novas exigências regulatórias.

Fonte: Jornal Econômico

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