Chineses com projetos solares e eólicos de 1,3 gigas no Alentejo

Chineses com projetos solares e eólicos de 1,3 gigas no Alentejo

Os chineses da Chint Solar deram os primeiros passos para licenciar vários projetos solares e de baterias com mais de 1,2 gigawatts (GW) no Alentejo.

As centrais solares fotovoltaicas em causa são as de São Gião (564 megawatts (MW)), de Tapada Grande (580 MW) e de Monte Santos (111 MW). Os dois primeiros projetos também vão contar com um total de 50 megawatts de energia eólica.

Estes projetos estão inseridos no ambicioso pipeline da companhia chinesa com 6,6 gigawatts de energia solar, a larga maioria no Alentejo.

Ao todo, são mais de 2,1 milhões de painéis solares a instalar nos projetos do Cluster Alqueva-Portel localizados nos municípios de Vidigueira (distrito de Beja), na freguesia de Pedrógão, e de Portel (distrito de Évora), na União das freguesias de Amieira e Alqueva e na freguesia de Vera Cruz.

Em termos de baterias, São Gião vai contar com uma capacidade de 750 MWh, com a Tapada Branca a contar com 840 MWh e Monte Santos com 200 MWh. Em termos de potência instalada de baterias, os projetos contam com 375 MW, 420 MW e com 100 MW, respetivamente.

O promotor submeteu recentemente uma Proposta de Definição de Âmbito (PDA), considerado um passo inicial no licenciamento ambiental.

A opção por incluir baterias destina-se a:

“Proporcionar maior flexibilidade e estabilidade ao sistema elétrico, permitindo otimizar a gestão da energia produzida, reduzir constrangimentos associados à intermitência das fontes renováveis e reforçar a capacidade de integração de energia na rede elétrica”.

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Por ano, deverão produzir 1.868 GWh/ano, o suficiente para abastecer 460 mil lares.

A Chint Solar é uma companhia chinesa que comprou a sociedade portuguesa SolCarport detida pelos alemães da ProEnergy em 2023.

A companhia herdou, assim, uma carteira bastante considerável de projetos. Com 6,6 gigawatts de energia solar. A larga maioria localizada no Alentejo. Conforme escreveu o Jornal Económico em agosto de 2025.

Em 2021, a SolCarport submeteu 22 pedidos de acordos diretos à REN. Nesse modelo, o promotor paga pela ligação à rede elétrica nacional, ao contrário do que acontece nas centrais solares dos leilões, por exemplo. Além disso, a Chint Solar apresentou um pedido. Ao todo, as empresas solicitaram a ligação à rede elétrica de 6 gigawatts de energia solar.

A companhia chinesa também tem avançado com os seus projetos em Portugal. Atualmente, já conta com uma central solar em operação. A Central de Ínsua, em Serpa, com 48 MWp, inaugurada em 2022. Além disso, em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, iniciou em maio a construção de uma central solar com 73 MWp.

Em 2025, a empresa entregou uma Proposta de Definição de Âmbito (PDA) à Agência Portuguesa do Ambiente (APA). No entanto, recebeu um parecer indicando que os “conteúdos carecem de aprofundamento”. Uma resposta habitual nesta fase inicial do licenciamento ambiental. O projeto localiza-se no concelho da Vidigueira. Prevê uma potência solar de 340 MWp.

Além disso, contará com dois aerogeradores, que somam mais de 14 MW, e um sistema de baterias com capacidade de 620 MWh. Por fim, a previsão é de uma produção anual de 671 GWh.

Chineses com projetos solares e eólicos de 1,3 gigas no Alentejo

Entre os projetos comprados pela Chint Solar, encontram-se vários gigantes, como o de Cavandela (concelho de Castro Verde) com 504 MWp, o de Cafelado (Viana do Alentejo) com 504 MWp, Monte Coito (Mértola) – 504 MW, ou a de São Gião (Portel) – 504 MWp.

Outras centrais de destaque são as de Baldio de São Romão (Reguengos de Monsaraz) – 450 MWp; Herdade Colar de Perdizes (Montijo) – 420 MWp; Porto Mouro (Ferreira do Alentejo) – 390 MWp; Monte das Flores (Évora) – 480 MWp; Monte Novo + Amieira (Vidigueira) – 372 MWp, segundo os dados recolhidos pelo Jornal Económico.

O projeto do Pinel surge nesta lista com uma potência maior face ao apresentado no estudo ambiental (450 MWp).

A companhia conta com mais de 3,8 gigas aprovados para ligar à rede, no âmbito dos acordos diretos com a REN e a E-Redes.

Dos projetos com a REN submetidos à DGEG, a agora Chint Solar obteve autorização para avançar com nove: Divor (400 MW), cinco projetos no Alqueva – com 400 MW, 100 MW, 420 MW, 375 MW, 310 MW, 150 MW -, um projeto em Ourique com 420 MW, e dois em Ferreira do Alentejo com 420 MW e 325 MW. Tudo junto, são mais de 3,3 gigas já aprovados para ligar à rede, com a Chint Solar a pagar do seu bolso. Nos acordos com a E-Redes, foram aprovados 11 projetos, num total de 500 MW.

Fonte: Jornal Economico

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