A Plataforma Água Sustentável (PAS) considera, portanto, que a nova providência cautelar apresentada pela empresa Seacliff, contra a construção da dessalinizadora no Algarve, evidencia falhas de coordenação.
Além disso, aponta também para недостатas de transparência na gestão da política da água na região.
Em comunicado enviado hoje à redação do barlavento, a plataforma critica o processo de instalação da Estação de Dessalinização do Algarve (EDAM), prevista para a praia da Falésia, em Albufeira, apontando riscos ambientais significativos.
Segundo a PAS, a construção da infraestrutura poderá afetar o ecossistema marinho, com impactos na biodiversidade e em atividades económicas como o turismo e a pesca, considerando que a produção prevista não justifica o investimento.
A organização sublinha, ainda, que a providência cautelar, com efeitos suspensivos sobre a obra, surge numa altura em que o Governo anuncia o levantamento das restrições ao licenciamento de novos furos.
Além disso, essa decisão ocorre apesar de persistirem aquíferos em situação crítica.
Para a PAS, esta decisão levanta dúvidas sobre a coerência das políticas públicas e os critérios técnicos adotados.
A plataforma defende que a prioridade deve passar pela recuperação dos sistemas aquíferos e pela melhoria da eficiência hídrica, nomeadamente através da redução de perdas nas redes e da reutilização de água.
A PAS critica ainda a aposta em soluções de grande impacto, como novas barragens e a dessalinizadora, defendendo uma estratégia integrada baseada em dados científicos atualizados.
Os ambientalistas afirmam continuar a acompanhar o processo e a defender soluções sustentáveis para o futuro hídrico do Algarve.
Fonte: Barlavento



