Governo quer Portugal a liderar na proteção e valorização económica dos oceanos PG

Governo quer Portugal a liderar na proteção e valorização económica dos oceanos

Ministra também pretende que se saiba conciliar a proteção dos meios marinhos com o desenvolvimento da chamada economia azul.

A ministra do Ambiente e Energia posicionou no dia 03 (terça-feira) Portugal como o país que tem de liderar na proteção e valorização económica dos oceanos, ademais, um ativo que considerou ser estratégico e da maior importância para a humanidade.

“O oceano é efetivamente um ativo estratégico da maior importância para toda a humanidade, e Portugal, enquanto país de mar, com uma das maiores zonas económicas exclusivas do planeta, tem de assumir um papel preponderante na sua proteção e valorização” disse Maria da Graça Carvalho na sessão de abertura do I Fórum Mar Portugal organizado pelo Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR).

O evento reúne durante o dia de terça-feira, na capital algarvia, decisores políticos, investigadores, instituições financeiras, empresas e organizações internacionais. Para debater “como transformar conhecimento científico em valor económico sustentável e em políticas públicas eficazes”.

Para a ministra do Ambiente, Portugal tem de “liderar pelo exemplo na defesa do oceano. Enquanto ecossistema com múltiplas funções ecológicas determinante na regulação do clima do planeta e reservatório da biodiversidade”.

Maria da Graça Carvalho também pretende que o país saiba conciliar a proteção dos meios marinhos com o desenvolvimento da chamada economia azul. Um conjunto de atividades económicas ligadas ao mar e às zonas costeiras, desenvolvidas com base no princípio da sustentabilidade ambiental e da transição ecológica.

Proteção e valorização económica dos oceanos

A ministra defendeu a aposta em “atividades inovadoras que conjugam a dupla ambição de proteger e valorizar”, dando como exemplos o ecoturismo marinho sustentável ou a biotecnologia azul, nomeadamente no desenvolvimento de novos fármacos, sem afetar os habitais.

No início do fórum, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), António Miguel Pina entregou formalmente à ministra a carta de intenções “Algarve Capital Natural”. Sendo assim, um documento que expressa o compromisso dos 16 municípios algarvios. Em posicionar a região como referência na sustentabilidade do oceano.

Os autarcas pretendem que o Algarve seja “uma referência na valorização sustentável do capital natural, incluindo a proteção ambiental, a economia azul e o desenvolvimento sustentável do oceano e dos ecossistemas costeiros e marinhos”.

O capital natural é o conjunto de recursos e sistemas naturais que geram benefícios económicos, sociais e ambientais para a sociedade.

Além disso, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, José Apolinário. Apelou à criação de condições par que haja mais investimentos para transformar o conhecimento científico em valor económico sustentável.

“Para podermos constituir uma economia azul sustentável precisamos de mais investimento nesta área”, disse.

O biólogo marinho e cientista climático Carlos Duarte afirmou que a Ria Formosa do Algarve é uma infraestrutura importante de capital natural. Além de defender que “agora é o momento de investir na economia azul, havendo na região o capital humano para que isso seja alcançado”.

Por fim, a Ria Formosa é um sistema lagunar costeiro localizado no Algarve que se estende ao longo de cerca de 60 km entre o concelho de Loulé e o de Vila Real de Santo António. Trata-se de uma das zonas húmidas mais importantes do país, com elevado valor ecológico, económico e paisagístico.

Fonte: CM Jornal


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