O método emprega painéis solares cuja superfície, feita em metal preto gravado com ‘lasers’ ultrarrápidos, absorve muito a luz e atrai a água.
Os painéis têm uma região ativa, tratada a laser, que atrai uma fina camada de água ao longo da superfície. Além disso, absorve quase toda a radiação solar, destila a água e deposita os sais e minerais sobrantes em zonas dos painéis não tratadas a laser.
Dessa forma, evita que o sal entupa a região ativa e comprometa a dessalinização contínua. A Universidade de Rochester, responsável pelo estudo, descreve o processo em comunicado divulgado na publicação científica Light: Science & Applications.
Segundo os investigadores, que utilizaram amostras de água dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, o novo processo de dessalinização produz água doce de forma energeticamente eficiente.
Além disso, permite extrair praticamente a totalidade dos sais. O método também não gera depósitos de salmoura e não exige aditivos químicos para o tratamento prévio da água.
O sal extraído com este método pode ser usado, por exemplo, como tempero na cozinha.
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Cientistas desenvolvem método que pode melhorar acesso a água potável
Num outro artigo, divulgado na publicação Journal of Materials Chemestry A, a mesma equipa de cientistas descreve o uso dos mesmos painéis solares absorventes para separar o lítio – presente nas baterias de equipamentos eletrónicos e de veículos elétricos – de outros sais no processo de dessalinização.
No caso, a superfície dos painéis tem nanopartículas de titanato de hidrogénio (material semicondutor) que isolam o lítio de outros sais e minerais.
Durante o processo de dessalinização, para o qual usaram desta feita amostras de água do Grande Lago Salgado, localizado no estado norte-americano do Utah. Os investigadores conseguiram extrair quase 50% de lítio do remanescente de sais.
De acordo com os cientistas, a tecnologia, reproduzida em larga escala, permitirá melhorar o acesso a água potável no mundo e construir cadeias mais sustentáveis de fornecimento de minerais preciosos.
O trabalho realizado na Universidade de Rochester revela que, ao contrário do método testado em laboratório com pequenos dispositivos, as técnicas de dessalinização mais comuns consomem muita energia.
Além disso, exigem tratamento prévio ou posterior da água. Outro problema é que deixam para trás uma quantidade significativa de água saturada de sal (salmoura).
Por fim, quando essa salmoura é devolvida ao oceano, aumenta a salinidade e reduz os níveis de oxigénio da água. Como consequência, provoca impactos negativos na vida marinha.
Fonte: Notícias são minutos
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