_Mas podemos continuar a dar a água como garantida

Mas podemos continuar a dar a água como garantida?

Portugal mantém níveis de excelência na qualidade da água para consumo. No entanto, o aumento da escassez hídrica, a irregularidade da precipitação e a pressão sobre rios e albufeiras obrigam o país a preparar-se para um futuro mais exigente. A campanha “A água não nasce na torneira”, da EPAL, serve de ponto de partida para perceber o percurso invisível de um dos recursos mais estratégicos do século XXI e os desafios necessários para o proteger.

Abrir a torneira é um dos gestos mais automáticos do nosso dia. Fazemo-lo para preparar o café, tomar banho, cozinhar, lavar a fruta ou encher uma garrafa antes de sair de casa. A água está presente em praticamente todos os momentos da nossa rotina e, talvez por essa razão, raramente pensamos no caminho que percorreu até chegar às nossas casas.

Durante décadas habituámo-nos a olhar para este recurso como algo garantido. Mas a realidade começa a mudar. As alterações climáticas e a crescente pressão sobre os recursos hídricos colocam hoje novos desafios à gestão da água e obrigam Portugal a preparar-se para um futuro em que cada gota terá um valor ainda maior.

Os números ajudam a perceber a dimensão do desafio. Portugal continental apresenta atualmente um índice de escassez hídrica de 34%, acima dos 30% registados quando se analisam os dados disponíveis desde 1930. Durante os meses de verão, esse índice pode atingir 84%, refletindo a enorme pressão exercida sobre os recursos disponíveis precisamente na época de maior consumo.

Nas bacias hidrográficas do Sado e Mira, o índice de escassez atinge 74%, enquanto nas Ribeiras do Algarve chega aos 66%, revelando as assimetrias territoriais existentes. Estas regiões vivem já uma realidade onde gerir a água deixou de ser apenas uma preocupação ambiental para passar a ser uma questão de desenvolvimento económico, qualidade de vida e segurança das populações.

É neste contexto que José Manuel Sardinha, Presidente do Conselho de Administração da EPAL e da Águas do Vale do Tejo, considera que a água deve ser encarada como um recurso estratégico, o que é visível nas suas palavras:

“A água é, hoje, um dos ativos mais estratégicos que uma sociedade possui. Sem água não há saúde pública, desenvolvimento económico, coesão territorial, segurança alimentar ou qualidade de vida.”

Garantir água em quantidade e qualidade suficientes implica, por isso, muito mais do que abrir e fechar torneiras. Exige investimento contínuo, planeamento, inovação tecnológica, proteção das origens de água e uma gestão cada vez mais eficiente dos recursos disponíveis.

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Um sistema que funciona… precisamente porque quase não damos por ele

Apesar dos desafios associados à disponibilidade, Portugal continua a destacar-se pela qualidade da água distribuída à população. Em 2024, 98,86% da água distribuída foi considerada segura, mantendo o país num patamar de excelência segundo os indicadores da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).

Ao mesmo tempo, cada português consome, em média, cerca de 140 litros de água por dia. Um número que ajuda a perceber a dimensão do sistema necessário para garantir que, todos os dias e a todas as horas, milhões de pessoas possam abrir uma torneira e encontrar água com qualidade, segurança e continuidade de serviço.

Para José Manuel Sardinha, este é precisamente o paradoxo do setor:

“Acredito que a maioria dos portugueses só se lembra da água quando abre a torneira e ela não está lá. Felizmente, isso acontece muito raramente. Esse é, talvez, o maior reconhecimento do trabalho da EPAL: garantir, todos os dias, um serviço que funciona de forma silenciosa, contínua e segura.”

A campanha “A água não nasce na torneira” nasceu para tornar visível esse trabalho invisível como esclarece o Presidente do Conselho de Administração da EPAL:

“Com esta campanha quisemos mostrar aquilo que normalmente ninguém vê. Abrimos a torneira e a água está lá. Mas esse gesto aparentemente simples resulta de um longo percurso, de um sistema altamente complexo e do trabalho diário de milhares de profissionais.”

O objetivo não é apenas explicar como funciona o abastecimento de água. É levar os consumidores a compreender que, antes de chegar às suas casas, a água percorre um caminho exigente, onde cada etapa é fundamental para garantir a sua qualidade.

Da Natureza até casa: uma viagem invisível

Quando um consumidor enche um copo de água, vê apenas o último momento de uma viagem que começou muito antes.

Cerca de 70,4% da água destinada ao consumo tem origem em recursos superficiais, como rios e albufeiras, enquanto os restantes 29,6% provêm de captações subterrâneas. Esta dependência das disponibilidades naturais torna o sistema particularmente sensível às alterações climáticas e aos períodos de seca prolongada.

No caso da EPAL, uma das principais origens de água é a Albufeira de Castelo de Bode, integrada num sistema mais amplo que inclui igualmente captações no rio Tejo, permitindo, como refere José Manuel Sardinha “gerir o recurso com flexibilidade, reforçar a resiliência do abastecimento e responder aos desafios colocados, nomeadamente, pelas alterações climáticas”.

Depois de captada, a água segue para as estações de tratamento, onde passa por diferentes processos físicos e químicos que garantem a sua segurança para consumo. Só depois é encaminhada para reservatórios estratégicos e segue através de centenas de quilómetros de condutas até chegar às casas dos consumidores.

Mas a viagem não termina aí.

Ao longo de todo o percurso são efetuadas análises laboratoriais permanentes, monitorização em tempo real e controlos de qualidade que asseguram que a água chega às torneiras exatamente com as características exigidas.

Como resume José Manuel Sardinha:

“Quando um consumidor abre a torneira, vê apenas o fim do percurso. A EPAL vê toda a viagem da água, desde a origem, na natureza, até ao momento em que chega às casas com a qualidade, a segurança e a confiança que os portugueses esperam de nós.”

A qualidade da água não acontece por acaso. Quando abrimos a torneira, confiamos que a água é segura. É um gesto tão automático que raramente pensamos no trabalho necessário para garantir essa confiança.

Em Portugal, a água destinada ao consumo está sujeita a um dos mais exigentes sistemas de controlo da Europa. A sua qualidade é monitorizada continuamente, desde a origem até à torneira do consumidor, através de análises físicas, químicas e microbiológicas realizadas ao longo de todo o processo de captação, tratamento, transporte e distribuição.

Os resultados demonstram a eficácia desse trabalho. Em 2024, 98,86% da água distribuída foi considerada segura, mantendo Portugal entre os países europeus com melhor desempenho neste indicador.

Para José Manuel Sardinha, estes resultados são consequência de um compromisso diário que raramente é visível para o consumidor.

“A qualidade da água não acontece por acaso. É o resultado de um investimento contínuo em infraestruturas, inovação tecnológica, manutenção preventiva e formação das nossas pessoas. É também fruto de uma cultura de exigência que faz da segurança e da confiança as prioridades da EPAL.”

Garantir esta qualidade implica muito mais do que tratar água.

Significa proteger as origens, modernizar estações de tratamento, renovar condutas, acompanhar permanentemente o funcionamento das redes e realizar milhares de análises laboratoriais todos os anos.

É um trabalho invisível que continua mesmo quando ninguém pensa nele.

Nos últimos anos, Portugal tem vindo igualmente a reforçar a renovação das infraestruturas e a apostar em soluções que aumentem a eficiência dos sistemas de abastecimento. Paralelamente, cresce o investimento na reutilização de água tratada para usos compatíveis, uma estratégia considerada essencial para aumentar a resiliência hídrica, sobretudo nas regiões mais vulneráveis à escassez.

José Manuel Sardinha considera que esta visão de longo prazo será determinante para o futuro:

“Quando falamos de água, não podemos pensar apenas no presente. Cada investimento que fazemos hoje em eficiência, inovação ou renovação das infraestruturas é um investimento na segurança das próximas gerações.”

Mas a qualidade da água é apenas uma parte do desafio.

A outra é garantir que continuará a existir água suficiente para responder às necessidades das populações.

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Alterações climáticas: o maior desafio da próxima década

Durante muitos anos, o principal objetivo das entidades gestoras consistiu em garantir água de qualidade. Hoje, essa missão mantém-se, mas tornou-se mais complexa. É necessário garantir qualidade, quantidade e que ambas estejam presentes num contexto em que a água disponível tende a tornar-se mais escassa.

Portugal é um dos países europeus mais expostos aos efeitos das alterações climáticas. A redução da precipitação, a maior frequência de fenómenos extremos e os períodos de seca mais prolongados aumentam a pressão sobre rios e albufeiras obrigando a repensar a forma como o recurso é gerido.

O ano hidrológico de 2023/2024 terminou com reservas superiores à média em várias bacias hidrográficas, mas outras continuaram em situação de seca. No início do ano hidrológico seguinte, aquele em que nos encontramos, uma bacia encontrava-se em situação crítica e quatro apresentavam disponibilidades inferiores a 40% da sua capacidade, demonstrando que a recuperação da disponibilidade hídrica continua a ser muito desigual entre regiões.

José Manuel Sardinha acredita que responder a esta realidade exige antecipação, uma vez que:

“As alterações climáticas representam, hoje, um dos maiores desafios para a gestão da água. Os períodos de seca mais prolongados, a maior variabilidade da precipitação e a crescente pressão sobre os recursos hídricos exigem uma abordagem cada vez mais resiliente.”

Essa adaptação passa por diversificar as origens de água, proteger as bacias hidrográficas, aumentar a eficiência das redes, investir em novas tecnologias e preparar os sistemas para responder a cenários cada vez mais imprevisíveis.

Na EPAL, essa estratégia já está em curso como comprovam as palavras do Presidente do Conselho de Administração:

“não esperamos que os problemas aconteçam para agir. Trabalhamos diariamente para antecipar cenários e reforçar a segurança do abastecimento, através de uma estratégia assente em três pilares fundamentais: investimento, inovação e sustentabilidade.”

Segundo o responsável, garantir água de qualidade já não basta. É igualmente necessário garantir que esse recurso continuará disponível para as próximas gerações.

A água da torneira: uma escolha sustentável

Num contexto de crescente preocupação ambiental, beber água da torneira representa também uma opção sustentável.

Ao optar pela água distribuída através da rede pública, reduz-se o consumo de embalagens de plástico descartável, evitam-se as emissões associadas ao transporte de água engarrafada e aproveita-se uma infraestrutura já existente, altamente controlada e continuamente monitorizada.

José Manuel Sardinha considera que esta é uma mensagem que importa reforçar:

“Temos muito orgulho na qualidade da água que distribuímos. É uma água que pode e deve ser consumida diretamente da torneira, com total confiança.”

Ao mesmo tempo, acrescenta, valorizar a água implica conhecer melhor todo o percurso que ela realiza antes de chegar às nossas casas.

Porque só conhecendo esse percurso será possível compreender o verdadeiro valor de um recurso que continua a ser indispensável à vida, ao desenvolvimento económico e ao futuro do país.

O desperdício começa muito antes da torneira

Quando se fala em poupança de água, é habitual pensar em gestos do dia a dia, como fechar a torneira enquanto se escovam os dentes ou reduzir o tempo do duche. Embora estes comportamentos continuem a ser importantes, a eficiência hídrica começa muito antes de a água chegar às nossas casas.

Ela depende da forma como a água é captada, tratada, transportada e distribuída, mas também da capacidade das entidades gestoras para reduzir perdas nas redes de abastecimento e otimizar permanentemente o funcionamento de todo o sistema.

Embora o consumo doméstico represente cerca de 13% da utilização total da água em Portugal, continua a desempenhar um papel essencial na criação de uma cultura de utilização responsável. A agricultura continua a ser o maior consumidor, representando aproximadamente 70% da utilização da água, o que demonstra que o desafio da eficiência deve envolver todos os setores da sociedade.

Ainda assim, a soma de pequenos desperdícios diários continua a representar um volume significativo de água. Uma rotura que demora semanas a ser reparada, uma torneira aberta sem necessidade ou equipamentos pouco eficientes traduzem-se, ao longo de um ano, em milhares de metros cúbicos de água consumidos desnecessariamente.

José Manuel Sardinha considera que a resposta depende de uma responsabilidade partilhada e clarifica:

“Não podemos escolher entre infraestruturas mais eficientes e consumidores mais conscientes. Ambos são indispensáveis para garantir uma gestão sustentável da água.”

Essa responsabilidade começa nas entidades gestoras. Renovar condutas, modernizar equipamentos, controlar pressões e detetar rapidamente eventuais roturas permite reduzir perdas e aumentar a eficiência do sistema, todavia esta responsabilidade continua e “Também começa em casa de cada um de nós. Pequenos gestos, como reparar uma fuga, optar por equipamentos mais eficientes ou utilizar a água de forma responsável, têm um impacto significativo quando multiplicados por milhões de consumidores, explica o responsável.

Mais do que pedir às pessoas que consumam menos, o objetivo passa por ajudá-las a perceber o verdadeiro valor da água. Porque cada litro desperdiçado já percorreu um longo caminho antes de chegar à torneira.

Reutilizar para preservar um recurso cada vez mais escasso

Se reduzir o desperdício é uma prioridade, reutilizar água é hoje uma das estratégias mais importantes para aumentar a resiliência hídrica.

Nem todas as utilizações exigem água potável. A rega de espaços verdes, a lavagem de ruas, determinados processos industriais ou algumas utilizações agrícolas podem recorrer a água residual tratada, desde que cumpra rigorosos critérios de segurança.

Esta abordagem permite reservar a água destinada ao consumo humano para as utilizações em que ela é verdadeiramente indispensável.

Portugal ainda tem margem para crescer nesta área, mas a reutilização está a ganhar importância nas estratégias nacionais de adaptação às alterações climáticas e de promoção da economia circular.

Para José Manuel Sardinha, trata-se de uma mudança de paradigma: “O setor da água tem um enorme potencial para valorizar recursos, reduzir consumos energéticos e reutilizar matérias, contribuindo para uma gestão ambientalmente mais sustentável.”

Reutilizar não significa transformar automaticamente água residual em água para beber. Significa utilizar cada tipo de água para o fim mais adequado, evitando recorrer a água potável quando existem alternativas seguras e tecnicamente viáveis. Num contexto de maior pressão sobre os recursos hídricos, esta lógica permitirá aumentar a disponibilidade de água sem aumentar a captação na natureza.

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Um recurso que não pode continuar a ser invisível

Durante décadas, a maior prova do sucesso dos sistemas de abastecimento foi precisamente o facto de quase ninguém pensar neles. Abrimos a torneira e a água está lá. Sempre. Segura. Transparente. Pronta a beber.

Mas o contexto mudou. As alterações climáticas, a crescente pressão sobre os recursos hídricos, o aumento da procura e a necessidade de tornar os sistemas mais eficientes obrigam-nos a olhar para a água de uma forma diferente. Hoje, garantir água de qualidade continua a ser essencial, mas já não é suficiente. É igualmente necessário assegurar que continuará a existir água disponível para responder às necessidades das populações, da agricultura, da indústria e dos ecossistemas.

A resposta passa por uma combinação de soluções: proteger as origens de água, investir em infraestruturas mais resilientes, reduzir perdas, reutilizar água sempre que possível, recorrer à inovação tecnológica e promover uma utilização mais eficiente deste recurso.

Mas passa também por uma mudança de atitude. Valorizar a água começa por compreender o caminho que percorre antes de chegar às nossas casas. José Manuel Sardinha resume essa ideia numa frase simples:

“Quanto mais conhecermos o percurso da água, maior será a nossa capacidade para a valorizar e utilizá-la de forma consciente.”

No fundo, essa é também a principal mensagem da campanha “A água não nasce na torneira”. Porque a água não começa quando abrimos a torneira. Começa muito antes. Começa na chuva que cai sobre as bacias hidrográficas, nos rios e nas albufeiras, nas captações, nas estações de tratamento, nos laboratórios, nos reservatórios e nas centenas de quilómetros de condutas que a transportam até às nossas casas.

Pelo caminho, envolve milhares de análises, tecnologia de monitorização, investimento permanente e o trabalho diário de centenas de profissionais que garantem que aquele gesto aparentemente simples, o de abrir uma torneira, continua a acontecer com a segurança e a qualidade que damos como adquiridas.

Da próxima vez que abrir a torneira, provavelmente continuará a fazê-lo sem pensar. Mas talvez passe a saber que aquele copo de água representa muito mais do que um gesto automático. Representa um recurso natural limitado, um sistema altamente complexo, um investimento contínuo e representa uma responsabilidade que pertence a todos.

A tecnologia está a mudar a forma de gerir a água

A gestão da água é hoje muito diferente daquela que existia há apenas duas décadas.

A transformação digital veio alterar profundamente o funcionamento dos sistemas de abastecimento. Sensores distribuídos ao longo das redes, monitorização permanente, análise de grandes volumes de dados, modelos preditivos e ferramentas de inteligência artificial permitem acompanhar o comportamento das infraestruturas em tempo real.

Hoje é possível identificar alterações de pressão, localizar roturas quase de imediato, prever consumos, otimizar a operação e antecipar necessidades de manutenção antes de ocorrer uma avaria.

Mais do que resolver problemas, a tecnologia permite evitá-los. José Manuel Sardinha considera que esta evolução será decisiva para o futuro do setor:

“A tecnologia é indispensável, mas não substitui a responsabilidade. O nosso objetivo é utilizar a inovação para prestar um melhor serviço aos cidadãos e proteger um recurso que é essencial à vida.”

Na EPAL, esta aposta traduz-se numa gestão cada vez mais preventiva, em que os dados apoiam diariamente a tomada de decisão e permitem aumentar a eficiência operacional.

A inteligência artificial começa igualmente a desempenhar um papel crescente, ajudando a prever padrões de consumo, identificar anomalias e apoiar decisões estratégicas num contexto de maior incerteza climática. Contudo, para José Manuel Sardinha, a inovação só faz sentido quando está ao serviço das pessoas como confirmam as suas palavras:

“A melhor inovação não é a que impressiona pela tecnologia. É a que melhora a vida das pessoas, protege os recursos naturais e garante que continuaremos a ter água de qualidade nas próximas décadas.”

Água em Portugal: cinco desafios para o futuro

  • Adaptar o país às alterações climáticas
    Períodos de seca mais frequentes, precipitação irregular e maior pressão sobre os recursos obrigam a reforçar a capacidade de adaptação dos sistemas de abastecimento.
  • Reduzir perdas nas redes de distribuição
    A renovação de infraestruturas, a monitorização em tempo real e a manutenção preventiva permitem aumentar a eficiência e preservar um recurso cada vez mais valioso.
  • Reforçar a reutilização da água
    Sempre que tecnicamente possível e em condições de segurança, utilizar água tratada para rega, limpeza urbana ou usos industriais permite reservar a água potável para as funções em que é realmente indispensável.
  • Investir em inovação e digitalização
    Sensores inteligentes, análise de dados e inteligência artificial já ajudam a prever consumos, identificar fugas e otimizar a gestão das redes de abastecimento.
  • Promover uma cultura de utilização responsável
    A sustentabilidade depende do trabalho das entidades gestoras, mas também dos cidadãos. Pequenos gestos, repetidos diariamente por milhões de pessoas, podem representar uma diferença significativa.

Fonte: CNN Portugal

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