Solos Agrícolas Torres Vedras

Investigadores vão estudar solos agrícolas em Torres Vedras

Solos Agrícolas Torres Vedras

O polo de inovação de Torres Vedras do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) vai estudar durante um ano os solos agrícolas naquele concelho, num projeto-piloto com fundos europeus.

“Não existem dados do solo, nem é feita qualquer monitorização, por isso os cientistas vão reunir dados químicos, físicos e biológicos para ter um ponto de partida sobre a saúde do solo, muito importante para a resiliência climática, capacidade de retenção da água ou biodiversidade”, explicou a investigadora responsável pelo projeto, Georgete Félix.

O “Húmus – Healthy Municipal Soils” foi financiado em 30 mil euros pelo programa comunitário Horizonte Europa, tratando-se do único projeto-piloto aprovado para Portugal neste âmbito. Este tem como objetivo implementar a Missão Solo Europa ao nível regional e local, através da instalação de uma centena de laboratórios vivos.

Durante um ano, a investigação vai focar-se no estudo dos solos agrícolas e vitícolas da freguesia de São Mamede da Ventosa e na respetiva importância socioeconómica.

Vão ser desenvolvidas atividades como inquéritos aos agricultores para avaliar a literacia sobre os solos, os usos e as práticas agrícolas desenvolvidas.

Solos Agrícolas Torres Vedras

Promover essa literacia, reforçar a base de conhecimento para a gestão dos solos e criar projetos inovadores de base local para melhorar a saúde do solo são alguns dos objetivos da Missão Solo.

O estudo deverá terminar em junho de 2025, altura em que vai ser avaliado o seu alargamento a todo o concelho, no distrito de Lisboa. Um dos projetos futuros é vir a ter um observatório dos solos.

Participam no projeto o SmartFarm Colab, a Associação de Agricultores de Torres Vedras, a Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, a Escola Profissional Agrícola Fernando Barros Leal, o Centro Educativo da Ventosa, a Junta de Freguesia da Ventosa, a Adega Cooperativa da Ventosa, a Quinta do Infesto e a empresa ORGO regenerative biology management.

O projeto conta com uma equipa e com uma comissão científica de acompanhamento interdisciplinares, cruzando várias áreas de conhecimento, tendo em vista a gestão sustentável dos solos no concelho.

Fonte: IA.

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